Presos aprendem a produzir peças em vime

Quinze internos da Unidade Prisional de Itacoatiara estão habilitados para trabalhar com artesanato em vime. Eles concluíram o curso de Artesanato do projeto “Mãos Livres”, realizado pela Umanizare Gestão Prisional, que tem como objetivo a reinserção dos reeducandos na sociedade e inclusão no mercado de trabalho. A Umanizzare faz a cogestão de seis presídios no estado, administrados pela Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap).
O projeto “Mãos Livres” também entre suas metas propiciar aos reeducandos um conjunto de trabalhos manuais de natureza terapêutica, além de acesso a noções de técnicas modernas de arte com foco em sustentabilidade e design. O projeto ainda permite aos internos se familiarizarem com planejamento de negócios, proposta de valores, marketing e análise de mercado.
O curso foi ministrado em parceria com os artesões da Associação dos Artesãos de Itacoatiara por meio dos instrutores Alzarina Nobre de Souza e Valdomiro Serrão. Foram 15 dias de aulas com 45 horas de carga horária para os internos da Triagem, local onde ficam os presos separados de menor periculosidade. Durante as aulas foram confeccionadas 92 peças de diferentes formatos e tamanhos.
Segundo o instrutor Valdemir José Serrão ministrar o curso em um ambiente prisional, é satisfatório, porque faz toda a diferença para a vida dos presos. “Os internos foram respeitosos, dedicados, assíduos e comprometidos com as tarefas”, disse.


A gerente técnica da (UPI), Maria Domingas Printes, acrescenta ainda que curso traz para os internos a aprendizagem de algo muito simples, com pouco material de investimento. ”Além disso, projeto ensina uma habilidade, tira o tempo ocioso e proporciona uma forma de obter dinheiro de forma regular, já que os parentes participam de feiras de artesanato pela cidade, e conseguem uma renda extra com a venda do que foi produzido aqui dentro”, afirma Domingas.
Remição de pena – Os internos voluntários que participam da oficina também ganharam remição de pena pelo trabalho, podendo reduzir o tempo de permanência na prisão.

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