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Presos responsáveis por falsificar e vender atestados médicos e certidões de óbito em Manaus

Um dos presos é é estagiário no sistema de segurança pública do Amazonas. Delegado diz que suspeitos cobravam de acordo com a quantidade de dias solicitados.

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP) realizou a Operação Calvário, que resultou nas prisões de quatros integrantes de um grupo criminoso responsável por falsificar e vender atestados médicos e certidões de óbito em Manaus.

As investigações iniciaram após recebimento de uma denúncia anônima nesta sexta-feira (22). Entre os envolvidos nas fraudes estão funcionários no cargo de estágio da Delegacia Geral do Amazonas.

Dezenas de pessoas procuravam a quadrilha para solicitar o serviço. Os preços giravam em torno de R$ 300 e a quantia podia variar conforme a necessidade da demanda.  

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A polícia montou vigilância para acompanhar entrega de documentos em um local citado na denúncia. Os policiais abordaram um motoboy no momento em que ele entregava uma certidão de óbito. Ao ser questionado, ele disse onde pegou o documento e levou os policiais até uma autoescola no bairro Alvorada, zona oeste de Manaus.

O delegado Cícero Túlio, da Delegacia de Roubos e Furtos, disse em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (25), que uma mulher foi presa. Em depoimento ela confessou a falsificação e venda dos documentos e entregou os outros três cúmplices, um deles seu companheiro que é estagiário no sistema de segurança pública do Amazonas.

Ao ser detido, ele levou os policiais até a residência dele onde estavam os equipamentos eletrônicos utilizados na falsificação. Conforme o delegado, os envolvidos também vendiam medicamentos para aborto utilizando perfis falsos na internet.

Foram apreendidos centenas de atestados médicos e certidões de óbitos falsos, carimbos, blocos em branco dos documentos.

Os suspeitos adquiriam os papeis de receita, atestado e certidão verdadeiros, mas os dados inseridos eram falsos. Também compraram contas em bancos digitais em nome de terceiros para dificultar o rastreamento do dinheiro e a própria autoria da emissão dos documentos.

O delegado disse que médicos cujos nomes foram utilizados nos atestados falsificados não tinham qualquer envolvimento com os suspeitos e também foram vítimas do esquema fraudulento.

“Não havia participação de nenhum desses médicos no esquema criminoso. A quadrilha realizava pesquisas sobre os médicos nas unidades de saúde e mandava confeccionar esses carimbos para fim de utilizar na falsificação desses documentos. Mas todos esses profissionais de saúde serão notificados para comparecer na nossa unidade policial para serem ouvidos. Até porque eles figuram como vítimas desse esquema criminoso”, disse o delegado.

A polícia apura agora se havia contato dos envolvidos com servidores do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). “Talvez para o recebimento de alguma espécie de benefício. O quer a gente tem também, levantado no curso das investigações, é que a própria ‘Kerolin’ chegou a realizar fraudes para recebimento daquele Auxílio Brasil”.

Os nomes dos suspeitos não foram divulgados. A identificação da autoescola também não.

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