Baixa no PIB amazonense foi de 0,8%, influenciada principalmente por uma queda na indústria de transformação, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas registrou uma retração de 0,8% no segundo trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025. O dado, apurado pelo Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), coloca o estado com o pior desempenho econômico entre todos os entes da Região Norte.
O recuo da economia amazonense contrasta com o ritmo nacional — que cresceu 2,0% no período — e com a trajetória de vizinhos como Roraima, que liderou a região com alta de 2,9%. Junto ao Pará (-0,2%), o resultado do Amazonas travou o avanço do bloco nortista, que fechou o trimestre próximo da estabilidade, com leve expansão de 0,2%.
Desempenho do PIB no Norte (2º Tri/2026 vs. 2º Tri/2025)
- Roraima: +2,9%
- Amapá: +1,8%
- Acre: +1,5%
- Tocantins: +1,4%
- Rondônia: +0,1%
- Média Regional (Norte): +0,2%
- Pará: -0,2%
- Amazonas: -0,8%
O que explica o resultado negativo no Amazonas
A retração da economia amazonense foi puxada diretamente pelo fraco desempenho do seu setor industrial — em especial a indústria de transformação, apontada pelos economistas do FGV IBRE como o principal gargalo do estado no período.
Medida vital para o Polo Industrial de Manaus (PIM), a fabricação de bens de consumo duráveis e tecnologia sofreu desaceleração acentuada. As principais perdas concentraram-se em:
- Equipamentos de informática e eletrônicos: redução no ritmo de produção e demanda.
- Produtos ópticos: desaceleração em linhas específicas do parque fabril.
- Máquinas e equipamentos: menor volume de encomendas e investimentos no setor.
Por ter a segunda maior economia da região e forte dependência da Zona Franca, a contração industrial do Amazonas arrastou o indicador regional e ligou o sinal de alerta para os rumos da produção industrial no segundo semestre.


