
Líder da Fórmula 2 em sua reta final, Rafael Câmara conseguiu abrir sete pontos na liderança do campeonato graças à vitória na corrida 3 da etapa de Baku, no Azerbaijão, neste sábado (26). O pernambucano largou do terceiro lugar e conteve a pressão do rival pelo título, Nikola Tsolov, nas últimas voltas da prova, beneficiando-se ainda da punição a Alex Dunne por pisar na linha dos boxes.
Tsolov chegou em segundo lugar na prova, o que impediu que Câmara pudesse abrir uma vantagem maior sobre ele no campeonato: Câmara possui 207 pontos, contra 200 do búlgaro. Alex Dunne, que está próximo da dupla na disputa pela liderança da tabela, completou o pódio na prova deste sábado (26), enquanto o brasileiro Emmo Fittipaldi chegou em 16º lugar.
Cotado para uma vaga na Fórmula 1 em 2027, o pernambucano ainda tem previstas mais duas etapas da categoria, no Catar e em Abu Dhabi, mas elas estão sob pendência devido ao conflito armado na região – o que torna os resultados da rodada deste fim de semana ainda mais decisivos.
Câmara largou em terceiro lugar na corrida, a terceira de um fim de semana em formato inédito para a F2 – com uma corrida sprint e duas principais. Ele manteve a posição no começo da prova e ainda se defendeu da pressão de Noel Leon ainda na volta de abertura. À frente dele, o pole Mari Boya perdeu a liderança da corrida para Martinius Stenshorne, e ainda despencou para o quinto lugar. A prova, no entanto, foi interrompida por uma bandeira amarela devido a um incidente com Roman Bilinski, John Bennett e Rafael Villagomez. Vice-líder, Nikola Tsolov caiu para 12º.
A disputa recomeçou na terceira volta: Câmara emparelhou com Dunne para tentar ultrapassar o irlandês. Leon aproveitou a deixa para alcançar o brasileiro, mas ambas as posições foram mantidas. No sexto giro, mais uma bandeira amarela; desta vez, Ritomo Miyata parou na pista. Dunne foi chamado aos boxes, mas Câmara ficou do lado de fora – com isso, herdando a vice-liderança provisória. Sucedendo a retirada do safety car virtual, a disputa só permaneceu sob bandeira verde por mais duas voltas, antes de Inthraphuvasak também parar. Stenshorne seguiu para os boxes, cedendo a liderança temporária para Câmara.
Na rápida interrupção, o brasileiro foi chamado para a troca de pneus na volta 11, e retornou à pista em segundo lugar atrás de Oliver Goethe; Tsolov, que também parou atrás do piloto da Invicta, estava em sexto lugar e de cara, fez uma ultrapassagem para ganhar uma posição. Goethe entrou nos boxes na 14ª volta; enquanto isso, Dunne, na liderança, foi punido com 5s por pisar na linha dos boxes.
A essa altura, Tsolov seguia na quarta colocação. Nas voltas seguintes, o búlgaro pressionava Stenshorne pela última vaga no pódio e, enfim, conseguiu fazer a ultrapassagem na 22ª volta – passando a ter Rafael Câmara à sua frente. Já nas voltas finais, o brasileiro seguia a cerca de 1s de Dunne, distância que caiu para a metade nos últimos quatro giros da corrida. Tsolov também conseguiu chegar perto de Câmara, mas na 29ª e última volta, não teve mais tempo para ameaçar o brasileiro.
Enquanto a FIA (Federação Internacional do Automobilismo) não define o futuro dos GPs do Catar e Abu Dhabi – dos quais as etapas de Lusail e Yas Marina da F2 atuam como corrida-suporte -, ambas seguem confirmadas. Desta forma, o próximo compromisso previsto de Rafa Câmara no campeonato é entre os dias 27 e 29 de novembro, no Catar. A rodada final, em Abu Dhabi, está agendada para os dias 4 a 6 de dezembro.
Caso a guerra no Oriente Médio prossiga, rumores apontam que a F1 pretende cancelar o GP do Catar e realocar a prova de Abu Dhabi no Circuito de Imola, na Itália. Entretanto, ainda não há uma definição de qual caminho seria tomado pela Fórmula 2 neste caso; quando o conflito impediu a realização dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita conforme projetado, em abril deste ano, a F2 realizou duas provas inéditas na América do Norte: em Miami e no Canadá.


