Região apresenta a maior proporção de consumidores inadimplentes em agosto de 2026, aponta SPC Brasil: cerca de 6,82 milhões de pessoas.

A Região Norte registrou a maior proporção de consumidores negativados do Brasil em agosto de 2026. Segundo dados do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), aproximadamente 6,82 milhões de pessoas estavam inadimplentes na região, o que equivale a 48,03% da população adulta local.
No âmbito estadual, o Amazonas reflete esse cenário desafiador do Norte, enfrentando altos índices de endividamento impulsionados pelo custo de vida, severas secas que impactam a logística e o preço dos alimentos no interior, além do peso das despesas básicas no orçamento das famílias. Em todo o país, o total de inadimplentes chegou a 73,71 milhões de pessoas (43,90% dos adultos), com dívida média de R$ 5.190,28 por devedor.
Cenário Regional e Empresarial
O avanço das dívidas no Norte não se restringe às pessoas físicas. O ambiente de negócios local também sofre impactos expressivos:
- Pessoas Físicas: O número de negativados no Norte subiu 6,38% em 12 meses, enquanto o volume de dívidas saltou 12,62% — ambas as segundas maiores altas do país, atrás apenas do Sul.
- Empresas: A inadimplência empresarial na região cresceu 13,18% no período (superando a média nacional de 12,82%), enquanto o total de dívidas de CNPJs avançou 16,14%.
- Variação Mensal: Na comparação entre julho e agosto de 2026, houve um leve alívio regional, com recuo de 1,14% no número de devedores e de 1,16% no volume de débitos.
Ranking de Crescimento Anual de Inadimplentes por Região
- Sul: 8,32%
- Norte: 6,38%
- Centro-Oeste: 5,06%
- Nordeste: 2,98%
- Sudeste: 2,95%
Perfil da Inadimplência Nacional
Em todo o Brasil, a maior parte dos devedores concentram-se na faixa de 30 a 39 anos (17,95 milhões de pessoas, ou 52,97% deste grupo etário). O perfil de gênero apresenta leve predominância feminina (51,42%) em relação ao masculino (48,58%).
A maior parte dos débitos está concentrada no setor bancário (65,80%), seguido por Água e Luz (10,04%), Outros (9,86%), Comércio (8,32%) e Comunicação (5,98%). Quase 41% dos devedores possuem pendências de até R$ 1.000,00, evidenciando o impacto de despesas cotidianas na perda de liquidez das famílias.


