Valorização dos preços do petróleo foi determinante para cancelamento, diz diretor financeiro da Eneva, Marcelo Habibe, afirmando que a empresa pode voltar a disputar ativo

A Petrobras e a Eneva comunicaram na sexta-feira (28) que encerraram, sem acordo, as negociações para a venda do Polo Urucu — pertencente à petrolífera, na Bacia de Solimões, no Amazonas. Em comunicado, a Eneva diz que, apesar dos esforços envidados pelas partes durante as negociações, não foi possível convergir para um acordo.
A Petrobras, em nota, ressaltou que decidiu encerrar o atual processo competitivo e irá avaliar as melhores alternativas para o polo.
A companhia estava em negociação com a Eneva desde fevereiro do ano passado para a venda total de sua participação no Urucu, um conjunto de sete concessões de produção terrestres.
A Eneva ressaltou que seguirá com os esforços para ampliar as operações no Norte do país, onde atua desde 2018.
Alta dos preços do petróleo foi determinante, diz Eneva
A valorização dos preços do petróleo foi um fator determinante para que a Eneva não tenha chegado a um acordo para compra do Polo Urucu, no Amazonas, disse o diretor financeiro da empresa de energia, Marcelo Habibe.
Segundo Habibe, as duas partes chegaram à decisão de encerrar as negociações “em comum acordo” por divergências nos preços envolvidos.
“Urucu é mais rico em petróleo do que gás natural, então está vinculado ao preço do petróleo. Quando começamos a negociar, em meados de 2020, o barril Brent estava na casa dos US$ 40 e hoje está próximo a US$ 90. Obviamente, na cabeça da Petrobras esse ativo vale muito mais. Não acreditamos que esse preço vai ficar por muito tempo. Comprar um ativo por este preço não faz sentido”, disse o diretor
Fonte: Valor.globo


