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Super El Niño ameaça Amazonas com nova estiagem; 800 mil pessoas podem ser afetadas

O Amazonas pode enfrentar em 2026 uma estiagem severa e prolongada, com impacto potencial sobre cerca de 800 mil pessoas, segundo prognóstico da Secretaria de Estado da Defesa Civil. A estimativa, apresentada pelo secretário de Estado da Defesa Civil, coronel Francisco Máximo, nesta segunda-feira (18), aponta para um cenário semelhante ao registrado nas secas extremas de 2023 e 2024, com possibilidade de agravamento conforme a intensidade dos eventos climáticos.

De acordo com o secretário, a previsão está associada à intensificação do fenômeno El Niño e ao aquecimento das águas do oceano, fatores que podem agravar a estiagem no estado. “Nós estamos com um prognóstico remetendo a uma previsão de que 2026 poderá ser um ano muito parecido com 2023. Há uma possibilidade real de termos uma estiagem muito forte”, afirmou Francisco Máximo.

Segundo ele, a estimativa inicial considera aproximadamente 200 mil famílias afetadas, o equivalente a cerca de 800 mil amazonenses, mas esse número pode crescer.

“Podemos estar falando de 800 mil pessoas, em torno de 200 mil famílias afetadas, podendo até ampliar esse número, dependendo da intensidade do cenário”, disse.

Mesmo em meio à atual operação de cheia, o governo estadual afirma que já iniciou ações preventivas para minimizar os impactos de uma eventual seca extrema.

A preparação envolve o fortalecimento da logística para abastecimento, mobilização dos setores produtivos e monitoramento constante das condições hidrometeorológicas.

“As providências em um estado de dimensão continental como o Amazonas não podem ocorrer 15 ou 20 dias antes, quando os números se tornarem absolutos. Estamos fazendo uma mega preparação para que o estado esteja efetivamente preparado”, afirmou o secretário.

Ele também pediu atenção da população aos alertas oficiais da Defesa Civil, destacando que a prioridade será atender as comunidades mais vulneráveis.

Super El Niño

Novas projeções climáticas apontam a possibilidade de formação de um Super El Niño ainda em 2026, com potencial para se tornar o mais intenso dos últimos 140 anos. Caso o cenário se confirme, o fenômeno deve provocar mudanças significativas no clima global, com reflexos diretos no Brasil a partir do fim do verão.

Entre os principais impactos previstos estão o aumento de chuvas intensas, tempestades e risco de enchentes na Região Sul, enquanto Norte e Nordeste podem enfrentar seca prolongada e redução acentuada das chuvas. No Centro-Sul, a tendência é de ondas de calor mais frequentes e temperaturas acima da média.

Especialistas alertam para possíveis efeitos econômicos e sociais, especialmente na agricultura, com risco de quebra de safras, pressão sobre o abastecimento de água e aumento no preço dos alimentos. Apesar de ainda haver incertezas sobre a intensidade final do fenômeno, o consenso científico indica alto risco de um evento extremo, reforçando a necessidade de monitoramento e preparação preventiva.

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