
O governador da região de Cauca, Octavio Guzmán, onde ocorreu um atentado, afirmou ontem, numa mensagem publicada nas redes sociais , que “20 civis foram mortos” e que “36 ficaram feridos”. Um balanço anterior dos serviços forenses indicava 19 vítimas fatais.
De acordo com testemunhas, um engenho explosivo improvisado atingiu mais de uma dezena de veículos na Estrada Pan-Americana, que liga as cidades de Cali e Popayán, perto das localidades de Cajibío e El Túnel.
O ataque ocorreu em plena campanha eleitoral, fortemente dominada por questões de segurança.
As autoridades colombianas atribuíram a responsabilidade ao principal grupo dissidente das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que não assinou o acordo de paz de 2016 e continua ativo em várias zonas do país.
As autoridades policiais disseram que é difícil determinar o número exato de vítimas devido também a confrontos armados registados em três esquadras da região de Cauca.
O presidente colombiano, Gustavo Petro, afirmou que “ os responsáveis pelo ataque e mataram (…) são terroristas, fascistas e narcotraficantes”, apontando responsabilidades ao líder do principal grupo dissidente das Farc, Iván Mordisco, comparando-o frequentemente ao antigo narcotraficante Pablo Escobar.
Depois de um ano de tentativas de negociação com o grupo armado, o Presidente optou por uma estratégia de confronto directo, tendo sido anunciada uma recompensa de cerca de um milhão de dólares por informações que levem à captura de Iván Mordisco.
Na sexta-feira (24), um ataque a uma base militar em Cali, a terceira maior cidade do país, provocou um morto e marcou o início de uma nova onda de violência no Vale do Cauca e no departamento de Cauca, zonas consideradas bastiões dos dissidentes das Farc.
Ao longo de 2025, vários ataques contra forças de segurança na região provocaram vítimas civis e contribuíram para a pior onda de violência na última década no país. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez Suárez, garantiu entretanto o reforço da presença militar e policial na zona.
O presidente Gustavo Petro, eleito em 2022, prepara-se para deixar o cargo e o aliado político, o senador Iván Cepeda, lidera as sondagens, seguido pelos candidatos da direita Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, todos sob forte protecção devido a ameaças de morte.
Na Colômbia, é frequente grupos armados envolvidos em actividades ilegais, como o tráfico de droga, a mineração ilegal e a extorsão, tentarem influenciar o processo eleitoral através da violência.


