Portal Você Online

Preço da cesta básica sobe 3,22% em Manaus e representa 46,50% do salário mínimo líquido

No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em cinco dos 12 produtos: feijão carioca (15,18%), carne bovina de primeira (14,70%), tomate (14,34%), leite integral (6,07%) e pão francês (0,87%).

O preço da cesta básica de alimentos subiu 3,22% em Manaus de março para abril, chegando a R$ 697,29. O custo dos alimentos essenciais aumentou em todas as 27 capitais pesquisadas em março e abril de 2026, segundo dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A pesquisa registrou aumento pela segunda leitura consecutiva.

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, sete produtos registraram alta: tomate (71,19%), leite integral (9,72%), feijão carioca (7,92%), carne bovina de primeira (7,56%), farinha de mandioca (6,26%), pão francês (3,36%) e manteiga (2,02%). Os seguintes produtos apresentaram queda de preço: óleo de soja (-13,38%), açúcar cristal (-10,30%), banana (-6,84%), café em pó (-5,80%) e arroz agulhinha (-3,50%).

Em abril de 2026, o trabalhador de Manaus remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 94 horas e 38 minutos para adquirir a cesta básica. Em março de 2026, o tempo de trabalho necessário havia sido de 91 horas e 41 minutos. Em abril de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, o tempo de trabalho necessário era de 97 horas e 22 minutos.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em abril de 2026, 46,50% da renda para adquirir a cesta. Em março de 2026, esse percentual correspondeu a 45,05% da renda líquida e, em abril de 2025, a 47,84%.

Alta nos preços dos alimentos no Brasil

O leite integral foi o alimento que aumentou em todas as 27 cidades, entre março e abril. As elevações ficaram entre 1,63%, em Macapá, e 15,70%, em Teresina. Em 12 meses, o preço do leite integral subiu em 14 capitais. Segundo o relatório do Dieese, a redução da oferta no campo, devido à entressafra, elevou os preços dos derivados lácteos.

Entre março e abril, o feijão aumentou em 26 cidades. O grão preto, pesquisado nos municípios do Sul, Rio de Janeiro e Vitória, apresentou alta em quase todas essas capitais, com porcentuais entre 3,51%, em Curitiba, e 6,87%, em Florianópolis.

Em Vitória, o preço médio não variou. Já o feijão carioca, pesquisado nas demais capitais, registrou aumentos de 0,62%, em Goiânia até 17,86%, em Palmas. A demanda sustentou o preço do feijão carioca e impactou também o valor comercializado do grão preto, segundo a instituição.

O tomate, que teve aumento em todas as cidades na última leitura, aumentou em 25 cidades, desta vez entre março e abril. Com taxas entre 1,75%, em Recife, e 25,58%, em Fortaleza. As diminuições ocorreram no Rio de Janeiro (-7,92%) e em Belo Horizonte (-1,32%). Para o Dieese, as altas resultaram da menor oferta no período entre as safras de verão e de inverno.

O quilo do pão francês apresentou alta de preço em 22 das 27 capitais. As maiores elevações ocorreram em Palmas (4,00%) e Brasília (1,64%). Os valores do trigo em grão seguiram com oferta restrita e alta demanda, o que provocou aumento do custo das farinhas.

Já a carne bovina subiu em 22 das 27 cidades, com aumentos entre 0,51%, em Porto Alegre, e 4,78%, em Cuiabá. No caso da carne bovina, o Dieese informou que as altas no varejo foram sustentadas pela demanda externa aquecida e pela oferta restrita de animais prontos para abate.

Diferentemente, o valor do quilo do café em pó ficou menor em 22 das 27 cidades, com as reduções mais expressivas em Cuiabá, -4,56% e Rio Branco, -3,80%. E a maior alta ocorreu em Manaus (2,36%). A instituição explica que a proximidade da safra, o menor volume exportado e as incertezas mundiais reduziram os preços do grão também no varejo.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *