
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), realiza nesta segunda-feira (6), diversos serviços para a conservação e manutenção da margem do igarapé do Passarinho, com os trabalhos de capinação e podagem. As ações contemplam o trecho situado entre os bairros Terra Nova e Monte das Oliveiras, na zona Norte da capital, e seguirão de forma contínua até a conclusão dos serviços na região.
A iniciativa atende a uma demanda direta dos próprios moradores da comunidade. De acordo com Max Pinheiro, responsável pelo serviço de poda da Semulsp, o trabalho foi planejado para servir e acolher as necessidades locais, mas também necessita do apoio da população para garantir que a área permaneça conservada.
“Hoje, nós estamos fazendo o trabalho de capinação e a podagem a pedido da população. Nós estamos aqui para servir a comunidade, para servir a população, mas pedimos também para que não jogue lixo na área”, destacou Max Pinheiro.
A importância de manter a regularidade na limpeza para a qualidade de vida local e o apelo à conscientização ecológica também foram reforçados por lideranças da área. O líder comunitário do bairro Terra Nova, Antônio Nunes, ressaltou que a permanência e a regularidade dessas ações são fundamentais para a preservação do espaço.
“A gente já vem pedindo a permanência dessa limpeza. Que essa limpeza continue sendo sempre regular, porque aqui não dá para parar. O lixo vem, a gente não sabe da onde, mas chega. Se a gente conseguir zelar por ele, por essa lateral, fica um lugar bacana, um lugar agradável para as pessoas caminharem aqui. E esse é o nosso desejo”, afirmou Antônio Geraldo.
Embora o poder público municipal mantenha o cronograma de assistência na área, o descarte irregular de resíduos nas margens e no leito do igarapé ainda se posiciona como um dos principais desafios para a durabilidade dos serviços. O eletricista Raimundo Belém dos Santos, que acompanha de perto a evolução do igarapé ao longo dos anos, lamentou a falta de cuidado da parte da comunidade e cobrou uma postura mais colaborativa.
“Está escrito para não jogar lixo, mas jogam. Aí é uma falta de respeito. A prefeitura está cuidando, mas eles não cuidam. São os primeiros a jogar lixo. Aí não tem condições”, desabafou Raimundo.
A Semulsp reforça que a destinação correta do lixo doméstico e dos resíduos sólidos é indispensável para evitar gargalos no escoamento das águas, a proliferação de vetores de doenças e a degradação das margens recém-recuperadas.


