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ZFM: Vice-governador do Amazonas alerta para desafios da reforma tributária durante reunião do Cieam

Vice-governador destacou que o modelo da Zona Franca alia desenvolvimento econômico, geração de empregos e preservação ambiental, defendendo segurança jurídica para o Polo Industrial de Manaus

O vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa, defendeu nesta sexta-feira (31), durante a 149ª Reunião Ordinária do Conselho Superior do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), a importância estratégica da Zona Franca de Manaus (ZFM) para o desenvolvimento econômico e a preservação da floresta amazônica. O encontro reuniu representantes do setor industrial, autoridades e especialistas para discutir os impactos da reforma tributária, a competitividade do Polo Industrial de Manaus (PIM) e a necessidade de garantir segurança jurídica ao modelo econômico amazonense.

Em seu pronunciamento, Serafim Corrêa ressaltou que a preservação de aproximadamente 97% da floresta amazônica está diretamente ligada ao modelo econômico implantado na década de 1960 com a criação da ZFM.

“O Amazonas preservou sua floresta porque fez uma escolha. Enquanto outros estados seguiram um modelo baseado no avanço da pecuária e da exploração madeireira, aqui optamos por um modelo de desenvolvimento que gera emprego, renda e, ao mesmo tempo, mantém a floresta em pé”, afirmou.

O vice-governador destacou que a ZFM representa muito mais do que um instrumento de política industrial, sendo também uma estratégia de preservação ambiental construída ao longo de décadas.

“Essa é uma resposta concreta para quem questiona a importância da Zona Franca. Basta olhar o mapa da Amazônia para compreender os resultados desse modelo de desenvolvimento”, acrescentou.

Durante o evento, advogada tributarista, jurista e professora Mary Elbe Queiroz abordou os impactos da Reforma Tributária, os riscos para a competitividade da ZFM e ressaltou a relevância para o Brasil defendendo sua manutenção de um tratamento tributário diferenciado para a região.

“A Zona Franca não representa um gasto tributário. Ela é um investimento econômico do país em uma região estratégica, que sem esse tratamento diferenciado não conseguiria atrair empresas, gerar empregos e produzir desenvolvimento”, afirmou.



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