De acordo com o painel epidemiológico da FVS-RCP, o estado registrou quatro mortes por vírus respiratórios até o início de agosto deste ano, contra 50 no mesmo período do ano passado.

O Amazonas alcançou uma redução expressiva de 92% nas mortes causadas por vírus respiratórios entre janeiro e agosto de 2026, em comparação ao mesmo período de 2025. Dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) divulgados nesta segunda-feira (10), indicam quatro óbitos no período, todos em idosos acima de 60 anos, provocados por Influenza A, Covid-19 e metapneumovírus.
Apesar do recuo na mortalidade, a atenção volta-se às crianças de até 4 anos, grupo que concentra 61,3% dos casos graves de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por vírus no estado. Das 1.280 ocorrências registradas, 1.013 afetaram os pequenos, sendo os menores de 1 ano os mais atingidos (621 casos). O rinovírus e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) lideram as contaminações. Manaus reúne a grande maioria dos registros (937), seguida por municípios do interior como Eirunepé, Ipixuna e Manacapuru.
Onde procurar atendimento
Diante do aparecimento de sintomas como tosse, febre, dificuldade para respirar e desconforto respiratório, a orientação é buscar assistência médica imediata nos seguintes locais:
- Casos leves a moderados (tosse, febre baixa, coriza): Dirija-se à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência para avaliação inicial e orientação médica.
- Casos graves ou emergências (falta de ar, desconforto respiratório forte, febre persistente): Procure imediatamente as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou Prontos-Socorros Infantis e Adultos da rede pública de saúde.
- Crianças pequenas e grupos de risco: Como crianças de até 4 anos e pessoas com comorbidades (asma, doenças cardíacas e diabetes) apresentam maior vulnerabilidade a complicações, os cuidados devem ser redobrados logo aos primeiros sinais de agravamento.


