Um terremoto de magnitude 7,4 registrado no oeste da Colômbia, na manhã desta segunda-feira (10), causou tremores e levou à evacuação de diversos edifícios em Manaus. O abalo sísmico mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) para vistorias técnicas e assustou moradores e trabalhadores na capital.
No Centro de Manaus, ocupantes do Edifício Palácio do Comércio deixaram o local após identificarem a movimentação das estruturas por volta das 8h30. Relatos indicam que objetos suspensos e persianas balançaram intensamente mesmo com janelas fechadas, provocando mal-estar em quem estava nos andares elevados. A saída do prédio ocorreu pelas escadas, com registros de pessoas que presenciaram oscilações nos elevadores antes do esvaziamento completo.
Além da região central, bairros como Aleixo e Adrianópolis tiveram edifícios inspecionados pelas equipes de emergência. Na sede do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), servidores e magistrados também sentiram os reflexos do fenômeno. A Secretaria de Infraestrutura do órgão informou que a estrutura física não sofreu danos e manteve o expediente normal.
Impactos no epicentro
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o epicentro do tremor ocorreu em San José del Palmar, no departamento de Chocó, a cerca de 230 quilômetros da capital colombiana, Bogotá. A profundidade do abalo foi estimada entre 95 e 107 quilômetros.
O sismo deixou feridos e provocou danos materiais consideráveis na Colômbia. A governadora local destacou a existência de “destruição significante” em áreas urbanas. Reflexos do tremor também foram percebidos no Equador e na Venezuela. O Sistema de Alerta de Tsunami dos EUA descartou qualquer risco de ressacas marítimas.
Recorrência na capital amazonense
Esta é a segunda vez em poucas semanas que a capital do Amazonas registra reflexos de instabilidades tectônicas na América do Sul. Em 24 de junho, abalos com origem na Venezuela foram sentidos em Manaus e nos municípios de Barcelos e Iranduba, afetando principalmente edifícios com mais de oito andares nas zonas Centro-Sul e Oeste. Em nenhum dos casos houve registro de danos estruturais graves ou vítimas em solo brasileiro.


