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DPE-AM realiza audiência pública sobre regularização fundiária na BR-319

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) realiza, nesta quarta-feira (12), a primeira audiência pública do projeto “Gente da 319”. A iniciativa busca garantir a regularização fundiária e a segurança jurídica de cerca de cinco mil famílias residentes às margens da rodovia BR-319. O encontro ocorre no auditório do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), localizado na Avenida Efigênio Salles, nº 1.155, no bairro Aleixo, em Manaus.

Coordenada pelo Núcleo de Moradia e Atendimento Fundiário (Numaf), a audiência reunirá órgãos públicos, entidades civis e lideranças comunitárias da região. O objetivo principal é apresentar a metodologia do projeto e alinhar ações operacionais diretamente com as populações atingidas.

Impacto e abrangência territorial

Segundo dados do Observatório BR-319, a rodovia conecta 22 municípios — sendo 13 de influência direta — e atravessa uma área estratégica coberta por 69 Terras Indígenas e 42 Unidades de Conservação. Entre as cidades impactadas diretamente estão:

  • Amazonas: Autazes, Beruri, Borba, Canutama, Careiro, Careiro da Várzea, Humaitá, Lábrea, Manaquiri, Manaus, Manicoré e Tapauá.
  • Rondônia: Porto Velho.

A área de abrangência da rodovia e de seus mais de cinco mil quilômetros de ramais abriga cerca de 35 mil moradores, englobando ribeirinhos, agricultores familiares, pequenos comerciantes e populações tradicionais. Adicionalmente, vivem na região aproximadamente 18 mil indígenas pertencentes a etnias como Mura, Tenharim, Apurinã, Parintintin e Jiahui.

Etapas do projeto

Com cronograma previsto para ser executado ao longo de 36 meses, o projeto “Gente da 319” será estruturado em três fases principais:

  1. Diagnóstico territorial: Mapeamento minucioso das áreas e levantamento das demandas locais.
  2. Atendimento e regularização: Coleta de documentação e processamento jurídico dos lotes e residências.
  3. Consolidação de dados: Elaboração e entrega de um relatório fundiário completo ao Governo do Estado do Amazonas e às prefeituras envolvidas para oficialização dos títulos.

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