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Policial condenado a 17 anos por matar jovem em Manaus

O policial militar Ederson Oséias Cordeiro Lira foi condenado a 17 anos, 2 meses e 8 dias de prisão pelo assassinato de Kennedy Cardoso de Miranda, de 22 anos. O crime ocorreu durante uma confraternização de Natal, em 2024, em Manaus, quando a vítima foi morta a tiros.

Os jurados entenderam que o crime foi cometido por motivo fútil e condenaram o réu por homicídio qualificado.

Além da prisão, que começa em regime fechado, a Justiça decretou a perda do cargo de policial militar. A decisão segue o artigo 92 do Código Penal, que permite essa punição em condenações acima de quatro anos, e também um entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o tema.

Como o STF permite a prisão logo após a decisão do júri, mesmo antes de recursos, a Justiça mandou expedir o mandado imediatamente. Ederson já estava preso desde a época do crime e continuará preso.

Kennedy Cardoso morava em Autazes (distante 111 km da capital) e veio a Manaus passar o Natal com a namorada.

O policial foi visitar as filhas. Ele havia sido casado com a irmã da namorada de Kennedy.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o policial estava armado e bêbado e começou a comentários que incomodaram os presentes. Em certo momento, ele sentou perto de Kennedy e passou a questioná-lo. Depois, se irritou, sacou a arma e atirou três vezes contra o rapaz, acertando a cabeça.

Um guarda municipal que estava no local tentou conter o policial, mas ele aproveitou o tumulto para fugir levando a arma. Kennedy foi socorrido e levado para o hospital, mas não resitiu aos ferimentos.

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