
O Comando Militar da Amazônia (CMA) confirmou formalmente nesta terçao-feira (8), a presença e a movimentação de dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território brasileiro, na faixa de fronteira do estado do Amazonas. Diante do diagnóstico, as Forças Armadas intensificaram as operações de monitoramento, patrulhamento fluvial e inteligência na região para conter avanços de grupos armados ilícitos.
A confirmação oficial decorre do aumento de ocorrências ligadas ao narcotráfico, extorsão e exploração ilegal de recursos naturais ao longo da calha dos rios Solimões, Japurá e Içá. Segundo fontes militares, os remanescentes da guerrilha colombiana buscam utilizar o território nacional como rota logística e ponto de apoio para o escoamento de drogas, além de cooptar comunidades ribeirinhas e indígenas da região.
Para combater a presença de grupos transnacionais, a estratégia das Forças Armadas envolve:
- Aumento do efetivo: Reagrupamento e envio de tropas especializadas em guerra na selva para pelotões de fronteira.
- Operações interagências: Ações integradas contínuas com a Polícia Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e forças policiais estaduais.
- Monitoramento tecnológico: Uso ostensivo de radares, aeronaves não habitadas (drones) e inteligência de sinais para mapear acampamentos e rotas clandestinas.
O Ministério da Defesa informou que mantém contato e cooperação diplomática com as autoridades da Colômbia para alinhar ações conjuntas e conter a infiltração de criminosos na faixa fronteiriça.


