Pacientes fora do período de transmissão são transferidos do hospital de referência Delphina Aziz para unidades de retaguarda da rede pública estadual

O Amazonas colocou em prática a terceira fase do plano de combate ao coronavírus na sua rede pública de saúde ao atingir 90% de ocupação de internação. O Estado vai abrir 112 leitos nos hospitais de retaguarda para receber pacientes do Hospital Delphina Aziz, centro de referência para o tratamento de infectados, que estão fora do período de transmissão do vírus, mas que ainda precisam continuar o tratamento com acompanhamento médico.
Cinco unidades da rede estadual, federal e conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS), foram ampliados para atendimento dos pacientes: o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), Hospital Beneficente Português de Manaus, Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ), Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e Hospital Geraldo da Rocha.
“Nós estamos reestruturando a rede de saúde para utilizar os hospitais novos, por exemplo, a Beneficente portuguesa e o Hospital Universitário Getúlio Vargas para nos auxiliar como retaguarda na rede, COVID e com outros tipos de comorbidade”, explicou o secretário da SES-AM, Marcellus Campêlo
O Hospital e Pronto Socorro (HPS) Delphina Aziz continua como referência para o tratamento da doença. Todas as portas de urgência e emergência, o que inclui SPA, UPAs e HPSs realizam o primeiro atendimento, e a transferência é realizada via ambulância para o Delphina, caso haja necessidade de internação.
Ações avançam – Para fazer frente à demanda por leitos, a SES-AM colocou em operação o plano de contingência no período de recrudescimento da doença no Brasil, que coincide com o período sazonal da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado, que vai de novembro a maio.
Dividido em fases, o plano prevê também o aumento nos leitos de retaguarda. Com os esforços da SES-AM, os hospitais de retaguarda passaram a ter mais 23 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 89 leitos clínicos, para pacientes Covid que encontram-se fora do período de transmissibilidade, mas que necessitam ainda de assistência hospitalar.
Ao todo, a rede estadual de saúde dispõe hoje de 600 leitos exclusivos para Covid-19, 209 de UTI e 391 leitos clínicos.


