
O Amazonas é o quinto estado que recebeu o maior número de venezuelanos no processo de interiorização dos imigrantes, realizado pelo Governo Federal. Ao todo, foram 503 venezuelanos que passaram pelo processo na capital amazonense.
A onda imigratória iniciou em meados de 2017, quando venezuelanos começaram a chegar na cidade e acampar na rodoviária da capital. Com a demanda cada vez mais alta, a cidade passou por processos de adaptação para receber os imigrantes, que ficam distribuídos em abrigos voluntários pela capital.
Manaus recebeu os primeiros imigrantes durante a segunda etapa do processo de interiorização do governo, que aconteceu no dia 4 de maio e deslocou 165 imigrantes para capital.
Até fevereiro deste ano, já foram 503 venezuelanos alocados em abrigos que oferecem, além de um lugar para morar, oportunidades de integração e socialização dos refugiados. A Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh) informou que a pasta possui três espaços de acolhimento dos venezuelanos interiorados. Os abrigos ficam localizados nos bairros Alfredo Nascimento, Coroado e Centro.
Além disso, a Arquidiocese de Manaus possui três pontos de atendimento aos imigrantes, dois deles localizados no Centro da capital, e um na avenida Constantino Nery.
O Amazonas entrou na lista dos 17 estados que receberam refugiados. Ele é o quinto estado que mais recebeu imigrantes durante o processo de interiorização. Confira:
Interiorização de venezuelanos pelo país
| UF | Nº de imigrantes |
| Amazonas | 503 |
| Bahia | 70 |
| Distrito Federal | 250 |
| Goiás | 13 |
| Mato Grosso | 169 |
| Mato Grosso do Sul | 116 |
| Minas Gerais | 64 |
| Paraíba | 205 |
| Paraná | 524 |
| Pernambuco | 237 |
| Rio de Janeiro | 274 |
| Rio Grande do Norte | 91 |
| Rio Grande do Sul | 850 |
| Rondônia | 117 |
| Santa Catarina | 504 |
| São Paulo | 768 |
| Sergipe | 35 |
| TOTAL | 4.790 |
Fonte: ACNUR
No entanto, outras centenas de imigrantes permanecem acampados em uma área próxima a Rodoviária de Manaus. Em dezembro do ano passado, 13 venezuelanos que viviam no acampamento recusaram a proposta de transferência para um abrigo.


