
O Amazonas consolidou sua posição de destaque no cenário bioeconômico ao liderar a produção nacional extrativa de tucumã e cupuaçu em 2025, segundo dados da Pesquisa de Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inclusão inédita e individualizada de ambos os frutos na pesquisa reforça o potencial e a riqueza da biodiversidade amazônica no mercado interno.
No último ano, o estado alcançou a marca de 2.661 toneladas de tucumã, gerando um valor de produção de R$ 11,951 milhões e respondendo por 67,3% de todo o volume registrado no país. Já no caso do cupuaçu, o Amazonas atingiu 99 toneladas colhidas, movimentando R$ 437 mil.
O açaí e a castanha-do-pará continuaram no topo da cadeia alimentícia extrativista regional, totalizando 57.525 e 9.431 toneladas, respectivamente. No geral, as atividades extrativas movimentaram expressivos R$ 429,580 milhões na economia amazonense.
Geração de Emprego e Renda no Campo e na Cidade
Além dos números expressivos na produção, a cadeia do extrativismo cumpre um papel socioeconômico vital no interior e na região metropolitana de Manaus. As culturas do tucumã, cupuaçu, açaí e castanha impulsionam milhares de postos de trabalho diretos e indiretos, desde as comunidades ribeirinhas e agricultores familiares responsáveis pela coleta até o transporte hidroviário e o processamento nas agroindústrias locais.
O impacto também é visível no setor de serviços e gastronomia. A demanda por tucumã para a fabricação do tradicional X-Caboquinho e para o mercado de polpas gera renda diária para feirantes, donos de lanchonetes e pequenos comerciantes, transformando a biodiversidade em sustento real para as famílias amazonenses.
Expectativas Positivas para este Ano
Para este ano, a expectativa do setor extrativista é de expansão e consolidação do mercado. Com o reconhecimento oficial dos dados pelo IBGE, produtores e cooperativas locais projetam maior atração de investimentos em tecnologia de manejo sustentável, infraestrutura para armazenamento e agregação de valor aos derivados dos frutos — como a extração de óleos para as indústrias cosmética e farmacêutica.
A meta das entidades do setor é ampliar a capacidade de beneficiamento local e fortalecer as rotas de escoamento nos municípios de maior destaque, como Parintins, Novo Aripuanã, Iranduba e Codajás.
A perspectiva é que a valorização dos produtos da sociobiodiversidade continue a aquecer a economia regional, alinhando a preservação da floresta em pé ao desenvolvimento social e à geração contínua de novos empregos.


