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Amazonas tem 273 mil jovens fora da escola e sem trabalhar, diz IBGE

No Amazonas, 273 mil jovens com idades entre 15 e 29 anos não estudavam ou trabalhavam

em 2023. O número representa 23,9% do público dessa faixa etária, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta sexta-feira (22).

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Outros 144 mil (12,6%) estavam ocupados e frequentando alguma forma de educação, enquanto 396 mil (34,7%) estavam ocupados, mas não matriculados em instituições de ensino ou cursos de qualificação. Segundo o IBGE, outras 330 mil pessoas (28,8%) estavam sem emprego, mas frequentando a escola.

A pesquisa revela ainda que em toda a região Norte, 2,6 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos não estão envolvidas em atividades educacionais ou de qualificação profissional, representando 10,6% do total nacional.

Entre os motivos para a interrupção dos estudos, a necessidade de trabalhar foi a principal justificativa para 355 mil homens, enquanto 220 mil mulheres mencionaram mais frequentemente a necessidade de cuidar de afazeres domésticos ou familiares.

Segundo a pesquisa, os homens são maioria entre os que não não estão estudando e nem buscando qualificação. São 47,3% nessa situação na região. As pessoas pretas e pardas representam 39,5% desse grupo.

Analfabetismo

O Amazonas registrou taxa de 5,1% de de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais em 2023, totalizando 156 mil cidadãos nessa situação. Apesar de estar abaixo da média nacional de 5,4%, o estado ocupa a 14ª posição entre as maiores taxas de analfabetismo do país.

A pesquisa mostra que a taxa de analfabetismo aumenta com a idade, sendo mais prevalente entre homens do que entre mulheres. Também afeta mais pessoas pretas ou pardas do que brancas.

Na região Norte, a taxa de analfabetismo para pessoas com 15 anos ou mais foi de 6,4%, ficando atrás apenas do Nordeste. Entre pessoas com 60 anos ou mais, a maior taxa de analfabetismo foi registrada no Nordeste, o Norte ficou em segundo.

Alagoas é o estado onde se concentra a maior taxa de analfabetismo do país, com 14,2%. O Distrito Federal apresentou o menor índice, com apenas 1,7%.  

Brasil

No Brasil, 9,3 milhões de pessoas com 15 anos ou mais eram analfabetas no ano passado, o que corresponde a uma taxa de 5,4%. Dessas, 54,7% viviam no Nordeste e 22,8% no Sudeste. Houve uma diminuição de 0,3 ponto percentual na taxa de analfabetismo em relação a 2022, representando uma queda de mais de 232 mil analfabetos.

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