A capital amazonense tem 30,1% da população na pobreza, ainda conforme estudo – quase um terço dos moradores de Manaus, índice acima da média das grandes cidades brasileiras.

O índice de pessoas em situação de extrema pobreza, com renda de até US$ 2,15/dia, caiu de 6,3% para 3,7% e o índice de pessoas em situação de pobreza, com renda de até US$ 6,85/dia, caiu de 46,7% para 30,1%, na Região Metropolitana de Manaus entre 2022 e 2025,
Os dados são do boletim Desigualdade nas Metrópoles, produzido em parceria pelo Observatório das Metrópoles, a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
Manaus por sua vez, registra 30,1% de pessoas pobres, quase um terço dos moradores da capital amazonense.
Veja os dados da Região Metropolitana de Manaus

Dados nacionais
Entre 2021 e 2025, mais de 10 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza nas regiões metropolitanas do país, segundo o boletim. O estudo, baseado em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que a taxa de pobreza em 22 metrópoles brasileiras chegou a 18,4% em 2025, “alcançando, pelo terceiro ano consecutivo, o menor valor da série histórica (desde 2012)”.
Em 2025, aquelas que registraram os maiores coeficientes de Gini e, portanto, maior desigualdade de renda, foram as Regiões Metropolitanas de Brasília (0,570), Natal (0,565), Teresina (0,563), Rio de Janeiro (0,559) e Fortaleza (0,551). No outro extremo, as Regiões Metropolitanas com menores coeficientes de Gini, em ordem decrescente, foram Curitiba (0,497), Macapá (0,493), Manaus (0,485), Florianópolis (0,485) e Vale do Rio Cuiabá (0,459).
Em 2025, as Regiões Metropolitanas com os menores rendimentos médios, em ordem crescente, foram Grande São Luís (R$ 1.616), Manaus (R$ 1.685), Macapá (R$ 1.789), Fortaleza (R$ 1.812) e Salvador (R$ 1.861). Já as Regiões Metropolitanas com maiores rendimentos médios, em ordem crescente, foram Belo Horizonte (R$ 3.075), São Paulo (R$ 3.119), Curitiba (R$ 3.265), Florianópolis (R$ 3.449) e Brasília (R$ 4.401).
As metrópoles das regiões Norte e Nordeste têm proporcionalmente mais pobres do que as do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Distrito Federal, com média de renda mensal de R$4.401, dispõe de um valor 2,7 vezes maior do que a média de renda da grande São Luís (R$ 1.616).
As regiões metropolitanas observadas foram Manaus, Belém, Macapá, São Luís, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Vale do Rio Cuiabá e Goiânia, o Distrito Federal e a Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento de Teresina (PI).
As 22 regiões metropolitanas observadas no estudo são formadas por cerca de 300 cidades. Quatro de cada dez pessoas que moram no Brasil vivem nessas áreas.


