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Bolsonaro cresceu 10 vezes mais que Lula em 15 estados, diz cientista político

Bolsonaro cresceu 10 vezes mais que Lula em 15 estados'; analisa cientista  político - Blog do Ricardo Antunes

O diretor da Vector Research, cientista político Leonardo Barreto, usou recortes estaduais das pesquisas presidenciais para se aproximar da real intenção de voto do eleitor no segundo turno das eleições.

Em artigo para o site O Antagonista, Barreto, que é doutor em Ciência Política, calcula a média ponderada desses índices e conclui que o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o petista Lula “estão mais próximos do que o registrado nas pesquisas nacionais, com possibilidade de o atual chefe do Executivo brasileiro já estar à frente”.

Segundo ele, o diagnóstico sugere que a abstenção terá papel fundamental no resultado do dia 30. Levantamento feito pela Vector Research, empresa de risco político localizada em Brasília, listou as últimas pesquisas estaduais com perguntas para presidente em 15 estados (ver tabela).

Na média ponderada, considerando o peso de cada estado sobre o total de votos, Bolsonaro cresceu dez vezes mais do que Lula (7,81 x 0,78), dando força à hipótese de que o estoque de votos petistas chegou perto o limite no primeiro turno.

Tabela

Os resultados dos estados com pesquisa disponível foram agregados aos dos estados sem pesquisa. Nesse caso, repetimos a votação do primeiro turno na simulação. O placar passou a ser de 49,05 x 49,00. Empate absoluto”, explica o cientista política. 

Essa situação reforça o diagnóstico de que a abstenção terá um papel central no resultado, algo que nunca foi considerado como variável importante em todas as eleições anteriores realizadas desde 1989.

Lembrando que, nos 12 estados restantes onde não há pesquisa disponível, Bolsonaro e Lula venceram em 6 cada um. 

O modelo acima tem limites óbvios. Mas não é de todo inútil, pois indica uma valência muito positiva para Bolsonaro no quesito de transferência de votos”, afirma Barreto

Para o cientista político, essa situação reforça o diagnóstico de que a abstenção terá um papel central no resultado, algo que nunca foi considerado como variável importante em todas as eleições anteriores realizadas desde 1989. “Ou seja, o eleitorado que quiser mais, o mais mobilizado, com maior comparecimento, é o que deve ganhar a eleição”, finaliza.

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