
O mercado imobiliário do Amazonas vive um momento histórico de forte valorização. Impulsionado pela força do Polo Industrial de Manaus (PIM) e pela contínua atração de profissionais de fora da região, a capital amazonense assumiu a liderança nacional na alta do aluguel residencial. De acordo com os dados do Índice FipeZAP, o preço médio do metro quadrado de locação na cidade alcançou R$ 52,63, superando o ritmo de valorização de capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis.
Esse aquecimento é sustentado por uma demanda intensa e reprimida. O Censo aponta que 26,6% dos domicílios manauaras são alugados, marca expressivamente superior à média nacional. Com a escassez de imóveis prontos, a procura aquecida eleva os preços e transforma a cidade em um polo estratégico para investidores do setor.
Em contrapartida, a força econômica do estado contrasta com os desafios operacionais do mercado locatício regional. Segundo o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), da Superlógica, divulgado nesta sexta-feira (7), a Região Norte fechou o mês com 4,30% de atrasos nos pagamentos.
Embora tenha registrado uma ligeira queda de 0,08 ponto percentual no mês, o índice regional permanece como o segundo maior do país — atrás apenas do Nordeste (5,15%) — e bem acima da média nacional de 3,20%. No país, as menores taxas seguem registradas no Sul (2,71%) e no Sudeste (2,96%).
A Inadimplência Locatícia por Categoria no Brasil
- Tipos de Imóvel: Imóveis comerciais lideram os atrasos no país com 4,19%, seguidos por casas (3,45%) e apartamentos (2,16%).
- Faixas de Preço Mais Críticas:
- Aluguéis até R$ 1.000,00: Registram os maiores índices de não pagamento tanto no residencial (6,27%) quanto no comercial (7,40%), impactados pelo custo de vida e pela sensibilidade de microempresas.
- Aluguéis acima de R$ 13.000,00: Ocupam a segunda maior taxa de inadimplência (5,42% residencial e 4,63% comercial), pressionados por crédito caro e alta carga tributária sobre empresários.
- Faixas Mais Estáveis: As menores taxas do mercado estão nos residenciais de R$ 3 mil a R$ 5 mil (1,68%) e comerciais de R$ 2 mil a R$ 3 mil (3,36%).
O cenário amazonense reflete um mercado de alta rentabilidade para proprietários, mas que exige atenção à gestão financeira dos contratos para mitigar os riscos de inadimplência que ainda afetam a Região Norte.


