
O deputado estadual Wilker Barreto (PSD) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), na manhã desta quarta-feira (29), para destacar a suspensão da decisão que paralisava licitações para obras na BR-319.
Durante o discurso, o parlamentar ressaltou a importância da pavimentação da rodovia para a integração do Amazonas e o desenvolvimento econômico da região. Wilker também destacou a atuação da bancada do Amazonas no Senado, que contribuiu para o avanço da pauta em âmbito nacional.
“O bom senso prevaleceu, a pressão prevaleceu, foi retomado agora a questão dos interesses do norte e não é somente do povo do Amazonas. A conduta e o posicionamento da bancada do Senado foi importante. A fala do senador Eduardo e do senador Omar trouxe ao povo do Amazonas a real noção do que está por trás. E isso é uma pauta que nos interessa. A BR 319 hoje não é somente um direito de integração nacional do nosso povo, é também a diminuição do custo de vida. É a melhoria da integração do nosso interior”, pontuou.
Críticas e debate sobre interesses na região
O parlamentar também criticou a atuação de organizações não governamentais que, segundo ele, atuam contra o avanço de obras estruturantes no Norte. Wilker questionou a aplicação de recursos internacionais e defendeu que esses valores poderiam ser direcionados para fortalecer a produção local e a regularização fundiária.
“Está ficando claro de quem é o interesse de não sair a BR-319. Não é fácil porque o jogo é muito pesado. Uma ONG que tem um orçamento de quase R $1 bilhão de reais. Quase R$1 bilhão de reais é o orçamento desse Observatório. E quem banca? Todo mundo de fora. O dinheiro vem de fora. Agora esses recursos poderiam estar incentivando as cadeias produtivas do norte”, afirmou.
O deputado também defendeu a convocação de representantes dessas organizações para prestar esclarecimentos. “Se o Observatório do Clima quisesse realmente combater o desmatamento e proibir na Amazônia porque que ele não usou ou não usa esses recursos que passam de 700 milhões de doação para ajudar a fazer e financiar o zoneamento socioeconômico?”, questionou.
“Através do zoneamento socioeconômico e da regularização fundiária, você permite que aqueles que produzem, principalmente no Sul do Amazonas, tenham capacidade de aumentar sua produção, certo? De profissionalizar, de poder dar um salto sem precisar avançar sobre a floresta”, afirmou.
Desenvolvimento e preservação
Wilker reforçou que é possível conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental, desde que haja investimento em tecnologia e planejamento.
“Todo mundo sabe que a pressão sobre a floresta é em função da demanda mundial de alimentos. Se o Observatório do Clima quer realmente ajudar a floresta, por que não incentiva as pesquisas do Embrapa? Que pode aumentar a capacidade de produção das áreas já devastadas. Tem várias formas de você preservar a floresta. O que não pode é o exterior querer preservar a floresta à custa do sacrifício, suor e sofrimento do nosso povo”, frisou.
Por fim, o deputado expressou a expectativa de que as obras avancem e sejam iniciadas ainda este ano.


