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Chacina do São Jorge: Suspeito confessa crime motivado por dívida com agiotas

Ezenilson Silva de Sousa foi preso pela DEHS após ser localizado com ajuda de familiares; quatro pessoas morreram no ataque ocorrido no bairro São Jorge, em Manaus

Ezenilson Silva de Sousa foi preso na noite de segunda-feira (17) pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), suspeito de envolvimento na chacina que deixou quatro mortos no bairro São Jorge, na Zona Oeste de Manaus. Segundo a polícia, ele confessou o crime e afirmou que teria agido para conseguir dinheiro e quitar uma dívida de R$ 16 mil com agiotas.

De acordo com as informações apresentadas pela investigação, Ezenilson foi até a residência das vítimas para pedir dinheiro ao pastor Francisco das Chagas, de 81 anos, seu ex-genro. O idoso, que costumava ajudá-lo financeiramente, teria recusado o pedido.

Após a negativa, o suspeito teria atacado o pastor. As demais vítimas foram surpreendidas depois de acordarem com o barulho da agressão e também foram atacadas com golpes de martelo e pauladas.

O crime resultou nas mortes do pastor Francisco das Chagas, de sua filha, Isabella Coelho Moraes, de 29 anos, e do professor universitário da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Guilherme Pereira Lima Filho, de 66 anos. Uma quarta vítima chegou a ser socorrida, mas morreu posteriormente no hospital.

“Ele jogou a arma do crime (um martelo) em um igarapé. Uma das vítimas era ex-genro dele e o ajudava financeiramente. Ele disse que perdeu a cabeça e atacou a família que estava dormindo na hora do crime”, disse o o delegado da DEHS, Ricardo Cunha.

Suspeito foi localizado após roupas serem encontradas

A prisão ocorreu depois que uma familiar de Ezenilson encontrou, escondidas em uma área de mata próxima à residência, roupas que teriam sido utilizadas durante o crime. A mulher acionou a Polícia Civil, que iniciou as buscas e localizou o suspeito.

A chegada de Ezenilson à delegacia provocou forte comoção e revolta entre moradores. Equipes da Força Tática precisaram atuar para conter os protestos de pessoas que cobravam justiça.

A DEHS segue com as investigações para esclarecer toda a dinâmica do crime e reunir elementos que deverão subsidiar os procedimentos judiciais contra o suspeito.

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