
O bolso do consumidor amazonense tem pesado na hora de preparar pratos tradicionais da culinária regional, como peixes e aves. Indispensável nas cozinhas do estado — seja como tempero básico ou consumido diretamente na refeição —, o limão registrou uma disparada histórica em seu preço, sendo vendido por até R$ 13 o quilo. O cenário rompe uma estabilidade que durava cerca de 20 anos, período em que a fruta raramente ultrapassava a casa dos R$ 5 o quilo.
A principal explicação para essa alta expressiva está no avanço da seca nos rios da região Norte. Desta vez, a estiagem atingiu fortemente o estado do Pará, de onde vem a maior parte do limão consumido no Amazonas. A redução no nível dos rios comprometeu a logística de escoamento e o transporte aquaviário das cargas, encarecendo o frete e reduzindo a oferta da fruta nas feiras e supermercados da capital.
Temperos locais também sobem nas feiras
Além do limão importado do estado vizinho, os temperos de produção regional também registraram forte alta na Feira da Manaus Moderna. O cheiro-verde e o coentro chegaram a R$ 10 o maço, enquanto a chicória atingiu a marca dos R$ 12.
Conhecida popularmente nos mercados locais, a combinação conhecida como “casal” (cheiro-verde e coentro), que até a semana passada era vendida por R$ 12, subiu para R$ 15.
Diferente do limão, esse trio de temperos é cultivado em Manaus e em municípios da Região Metropolitana, enfrentando os impactos do clima e das altas temperaturas na produção agrícola local.


