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Federais cumprem mandados de prisão em nova fase de operação ‘Maus Caminhos’

Operação Eminência Parda: contra corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A Polícia Federal do Amazonas cumpre dois mandados de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária e 16 mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (30).

Os alvos estão espalhados por Manaus, Boca do Acre (AM) e Rio Branco (AC). A operação Eminência Parda é um desdobramento da operação Maus Caminhos, que investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Entre os investigados estão um empresário pecuarista com atuação em Boca do Acre e Manaus, e seu cunhado, também empresário, que atua no ramo de fornecimento de refeições.

De acordo com o Inquérito Policial instaurado para investigar os fatos, os dois envolvidos teriam utilizado de uma empresa fornecedora de refeições para, em conluio com o então administrador de uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP), que atuava na administração de hospitais e serviços médicos hospitalares no Estado do Amazonas, e desviava recursos públicos federais, mediante a simulação de serviços e outras fraudes, como a prática de sobrepreço, que possibilitaram pagamentos indevidos reiteradas vezes.

Além disso, a investigação criminal também possibilitou a descoberta da possível prática de crime de lavagem de dinheiro por parte do empresário que atua no ramo da pecuária, em cooperação com outros investigados da Operação Maus Caminhos.

Operação Vertex

No último desdobramento, a operação Vertex, deflagrada no dia 19 de julho, prendeu a esposa, três irmãos do ex-governador do Amazonas e senador Omar Aziz, e outras cinco pessoas. Nejmi Aziz, ex-primeira-dama, foi solta dois dias após a prisão, assim como os irmãos.

O senador Omar Aziz (PSD), cinco dias depois das prisões, prestou depoimento à Polícia Federal em Manaus. Ele foi intimado a depor em decorrência do desdobramento da “Maus Caminhos”, que apura esquema de corrupção que desviou cerca de R$ 120 milhões da saúde no Amazonas.


PF cumpriu mandados de busca e apreensão em propriedades de empresários do Amazonas e Acre
Foto: Divulgação/PF-AM

Desdobramento da Maus Caminhos

A investigação da operação está diretamente relacionada com as outras fases da Maus Caminhos, que são: ‘Custo Político’, ‘Estado de Emergência’ e a operação ‘Cashback’.

Na operação Custo político se apurou a prática de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de capitais e pertinência a organização criminosa. Todos praticados por cinco ex-secretários de estado, bem como diversos servidores públicos e o núcleo da organização criminosa desbaratada na primeira fase da operação.

Na operação ‘Estado de Emergência’ completava-se o núcleo político do poder executivo estadual, tendo alcançado o ex-governador, José Melo, que chegou a ser preso.

A operação Cashback investiu nas investigações do envolvimento de outras empresas em conluio, com a suspeita de que foram efetuados pagamentos embasados em notas fiscais falsas, sem a correspondente prestação de serviço, além de pagamentos por serviços superfaturados.

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