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Fernandinho Beira-Mar é transferido de presídio federal de Mossoró

Fernandinho Beira-Mar em imagem de junho de 2015 — Foto: Brunno Dantas/TJRJ

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi transferido da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, de onde dois presos fugiram no dia 14 de fevereiro. Ele Ele levado para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, em uma operação no último fim de semana.

A transferência ocorre vinte dias após o presídio federal, considerado um dos mais seguros do país, registrar as primeiras duas fugas. Outros dois detentos também foram transferidos de Mossoró para Catanduvas: Railan Silva dos Santos e Selmir da Silva Almeida.

Os dois são do Acre e chegaram à Penitenciária de Mossoró junto com Deibson Nascimento e Rogério Mendonça, que fugiram no dia 14 de fevereiro. Ao todo, 24 presos foram transferidos no último sábado (2) para a Penitenciária de Catanduvas.

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Beira-Mar estava preso em Mossoró desde 2017, quando havia sido transferido da Penitenciária Federal de Porto Velho. Na época ele foi submetido ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), que impede contato com outros presos.

Beira-Mar foi condenado a quase 320 anos de prisão por tráfico de drogas, formação de quadrilha e homicídios. Na época que foi transferido de Porto Velho para Mossoró, o traficante comandava um esquema de lavagem de dinheiro mesmo detido em presídio federal de segurança máxima.

Em investigações da Polícia Federal que duraram cerca de um ano, foi descoberto que o traficante juntava dinheiro para expandir os negócios para o Suriname e traficar fuzis. Ele movimentou R$ 9 milhões nos últimos dois anos.

Em nota, o Ministério da Justiça afirmou que realizou um rodízio periódico com 23 presos entre as Penitenciárias Federais, “com a finalidade de garantir o enfraquecimento das lideranças do crime organizado”.

De acordo com a pasta, o remanejamento de presos é importante para impedir articulações das organizações criminosas dentro dos presídios de segurança máxima, além de enfraquecer e dificultar vínculos nas regiões.

Por fim, o ministério afirma que a movimentação dos internos é parte da rotina das unidades e, por questões de segurança, não informa a localização dos presos.

Fuga

Os dois presos que fugiram da penitenciária teriam feito um buraco no teto da cela onde estavam e escalado o teto pelo vão da luminária. Em seguida, eles acessaram uma espécie de shaft, uma abertura entre as paredes por onde passam tubulações de água e ventilação.

Após a fuga, o Ministério da Justiça determinou que os presídios federais do país adotem uma série de ações para reforçar a segurança nas unidades penitenciárias.

Entre as medidas, que devem ser implementadas com urgência, estão o reforço na estrutura de todas luminárias, substituição imediata de câmeras inoperantes, revistas diárias em todas as celas e instaladas grades nas saídas para shafts de todos presídios federais do país.

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