
A Zona Leste de Manaus recebe, nos dias 18 e 19 de setembro, o Festival Dabacuri, evento promovido pelo Serviço Social do Transporte e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest Senat). A programação será realizada na unidade Jorge Teixeira, localizada na Avenida Autaz Mirim, a partir das 18h, reunindo apresentações culturais, gastronomia regional, lazer e solidariedade.
A entrada será solidária. Para participar, o público deverá doar 1 kg de alimento não perecível. Os produtos arrecadados serão destinados a uma ação social voltada para abrigos de crianças.
Durante os dois dias de programação, o público poderá acompanhar apresentações de boi-bumbá, quadrilha junina, ciranda, dança, zumba e pagode, além de conferir barracas de comidas regionais comercializadas por empreendedores locais.
Na sexta-feira (18), a programação começa com a Academia Dance Moove, que apresentará uma seleção de danças e ritmos de salão. Em seguida, Márcio Prata comandará uma apresentação de Zumba, com participação do público.
A cultura popular amazonense ganha destaque a partir das 20h, com Klinger Junior, que levará ao palco a musicalidade do boi-bumbá Caprichoso. Às 21h, Luciano Araújo encerra a primeira noite com uma apresentação dedicada ao boi-bumbá Garantido.
No sábado (19), as atividades começam com a apresentação da quadrilha junina Flor de Liz. Às 19h, o público poderá acompanhar a ciranda Sensação da Raiz, com coreografias e elementos das festas juninas. O encerramento do festival ficará por conta do cantor de pagode Prata Filho.
Segundo a diretora do Sest Senat, unidade Jorge Teixeira, Grece Lana Melo, o festival foi criado como um espaço de convivência e valorização da cultura produzida na região.
“O Festival Dabacuri é uma oportunidade de aproximar a cultura da comunidade, principalmente dos moradores da Zona Leste. Queremos que as pessoas participem, reconheçam suas raízes e encontrem aqui um espaço de convivência, lazer e valorização dos nossos artistas. Ao mesmo tempo, a doação de alimentos expande esse encontro para uma ação de solidariedade”, afirma.
Além das atrações culturais, o festival também pretende movimentar a economia local ao abrir espaço para empreendedores comercializarem comidas regionais. A iniciativa reúne artistas, grupos culturais, pequenos empreendedores, trabalhadores do transporte e moradores da Zona Leste.
Para o coordenador de Promoção Social do Sest Senat, Elton Araújo, a valorização da cultura também passa pelo reconhecimento das pessoas responsáveis por manter essas manifestações vivas.
“Cada manifestação cultural carrega histórias, conhecimentos e formas de expressão que passam de uma geração para outra. O festival cria esse ponto de encontro e permite que diferentes públicos conheçam, vivenciem e valorizem a cultura produzida na nossa região”, destaca.
O nome Dabacuri faz referência a uma tradição dos povos indígenas da Amazônia associada à reunião de pessoas, à troca e à celebração coletiva. O conceito inspira a proposta do evento, que reúne diferentes manifestações culturais em uma mesma programação.
Com entrada solidária, o Festival Dabacuri busca unir cultura, lazer e responsabilidade social, enquanto dá visibilidade a artistas, grupos culturais e empreendedores locais.


