Flávio Bolsonaro: De investigado pela justiça para secretário na Mesa diretora do Senado

O líder do PSL no Senado, senador Major Olímpio (PSL-SP), afirmou nesta terça-feira (5) que Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) será o indicado da legenda para o cargo de terceiro-secretário na Mesa Diretora da Casa.

Olímpio deu a declaração após reunião de líderes partidários, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Na audiência, foi debatida a ocupação dos demais cargos de comando na Casa. Alcolumbre foi eleito no último sábado (2) com com voto de Flávio Bolsonaro.

A votação para definir as funções na Mesa está prevista para esta quarta-feira (6). Se houver acordo, haverá uma única chapa para a composição. De acordo com líderes que participaram da reunião, caberá ao PSL indicar quem ficará com a terceira-secretaria da Casa.

Segundo Olímpio, a bancada do PSL, que tem 4 senadores, decidiu pela indicação do filho do presidente Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro e seu ex-motorista Fabrício Queiroz são alvos de procedimento do Ministério Público do Rio de Janeiro iniciado a partir de relatórios do Coaf. Olímpio disse não ver problema na indicação de Flávio Bolsonaro para a Mesa Diretora ao ser questionado sobre as apurações.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou que a indicação cabe ao PSL e acrescentou: “Tem tantos nomes investigados no Brasil. Precisa aguardar e ter tranquilidade”.

A composição da Mesa ficará assim:

  • 1ª vice-presidência: PSDB
  • 2ª vice-presidência: Podemos
  • 1ª secretaria: PSD
  • 2ª secretaria: MDB
  • 3ª secretaria: PSL
  • 4ª secretaria: ainda indefinida, mas deve ficar ou com o PT ou com o PP

As quatro vagas de suplente de secretário ainda estão em negociação. Em 2018, a vaga de terceiro-suplente de secretário era ocupada por Davi Alcolumbre.

Promotor que declinou do caso se reuniu com Flávio Bolsonaro em novembro

Claudio Calo, designado nesta semana para assumir investigações do relatório do Coaf, informou no fim da tarde desta terça-feira (5) que não atuará no caso. Ele disse que é questão “de cunho pessoal” e fala de encontro dos dois junto com amigo no dia 30 de novembro.

Histórico do caso

O primeiro relatório do Coaf sobre o caso apontou operações bancárias suspeitas de 74 servidores e ex-servidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O documento revelou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, incluindo depósitos e saques.

O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro abriu procedimento investigatório criminal para apurar o caso.

A partir da investigação do MP, o Coaf produziu um novo relatório. O documento apontou movimentações bancárias suspeitas de Flávio Bolsonaro. Em um mês, foram feitos quase 48 depósitos em dinheiro numa conta do senador, no total de R$ 96 mil.

Cada depósito, entre junho e julho de 2017, foram feitos com dinheiro em espécie, sempre no mesmo valor: R$ 2 mil. Os depósitos foram realizados no autoatendimento da agência bancária que fica dentro da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

O Coaf também identificou um pagamento no valor de R$ 1.016.839 de um título bancário da Caixa na conta de Flávio. O Coaf não identificou o favorecido, nem a data, e nenhum outro detalhe.

Flávio Bolsonaro afirmou que e o pagamento de R$ 1 milhão de um título bancário da Caixa Econômica é referente a um apartamento que ele comprou na planta.

Disse ainda que a Caixa Econômica quitou a dívida dele com a construtora e que ele passou, então, a dever à Caixa. O senador afirmou que vendeu o mesmo imóvel logo depois e que recebeu parte do valor em dinheiro vivo.

Ele alega que depositou o dinheiro na conta dele, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em 48 envelopes de R$ 2 mil, porque era o local onde ele trabalhava e que o valor era o limite para cada depósito no caixa automático.

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