Produção de Azulão garantiu abastecimento da termelétrica em Roraima, que segue desempenhando papel estratégico para a confiabilidade do sistema elétrico regional.

A produção de gás natural no campo de Azulão, no Amazonas, consolidou-se como um pilar essencial para a segurança energética da Região Norte no segundo trimestre de 2026 (2T26). O combustível foi o principal responsável por abastecer a Usina Termelétrica (UTE) Jaguatirica II, localizada em Roraima, ativo que encerrou o período com 100% de disponibilidade operacional e um nível de despacho de 60%.
Os dados constam no balanço de resultados operacionais divulgado pela Eneva e reforçam o sucesso do modelo de negócios integrado da companhia. No trimestre, a produção de gás na Bacia do Amazonas totalizou 0,05 bilhão de metros cúbicos (bcm), direcionados majoritariamente para a usina roraimense.
Papel estratégico pós-Linhão
Mesmo com a entrada em operação do Linhão Manaus-Boa Vista, que integrou Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN), a UTE Jaguatirica II manteve sua relevância estratégica. A usina registrou uma geração bruta de 166 GWh e geração líquida de 157 GWh no trimestre, funcionando como uma garantia de energia firme e estabilidade para o sistema elétrico regional.
“O gás produzido no Amazonas continua desempenhando papel fundamental para a segurança energética da Região Norte. Os resultados da UTE Jaguatirica II demonstram a importância de manter ativos flexíveis e disponíveis para garantir a confiabilidade do sistema elétrico e o atendimento seguro à população de Roraima”, destacou Álcio Adler, diretor de Operação da Regional Norte da Eneva.
Além do abastecimento em Roraima, o potencial do campo de Azulão também dará sustentação à expansão da companhia por meio da UTE Azulão I, fortalecendo a posição do Amazonas no mapa energético nacional.
Crescimento consolidado e novos projetos
No panorama nacional, a Eneva registrou um crescimento robusto. A geração bruta total da companhia atingiu 2.537 GWh no 2T26, o que representa uma alta de 35% na comparação com o mesmo período de 2025. O avanço foi impulsionado pelo maior acionamento do parque térmico da empresa para suprir a demanda do país.
O período também foi marcado pelo avanço de projetos-chave do portfólio da Eneva:
- UTE Luiz Oscar Rodrigues de Melo (LORM): Início do contrato de reserva de capacidade em julho.
- UTE Azulão I: Conclusão dos testes e comissionamentos, com previsão para iniciar a operação comercial em agosto de 2026.


