Golpe do Pix faz 4 vítimas por minuto, diz empresa

Estatísticas apontam crescimento de 350% no número de tentativas de golpe em abril e maio deste ano. Vítimas relatam como caíram em golpes bancários

Criado para agilizar pagamentos e transferências, o Pix é um verdadeiro sucesso no Brasil. Em operação desde novembro de 2020, em junho passado já eram 469 milhões de chaves ativas, de acordo com estatísticas do Banco Central (BC).

Destas, 448,6 milhões são de pessoas físicas e 20,4 milhões de empresas, o que mostra a aceitação do mercado em relação à ferramenta para transações bancárias. Tanto que no mês de março, foram R$ 784,7 bilhões movimentados em 1,6 bilhão de transações.

No Rio Grande do Norte, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Sebrae e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), 91% das micro e pequenas empresas potiguares fazem uso desse meio para receber pagamentos dos clientes na hora da venda. No entanto, o uso da tecnologia já é usada pelo crime organizado que se aproveitam de brechas de usuários.

De acordo com a PSafe, empresa de cibersegurança, nos meses de abril e maio deste ano números apontam um crescimento de 350% de tentativas de golpes por meio de Pix em relação aos meses de fevereiro e março no Brasil.

Produtos da empresa voltados à segurança digital bloquearam 424 mil tentativas de golpe no quarto e quinto mês do ano; o segundo e o terceiro mês registraram pouco mais de 92 tentativas de golpes.

Números gerais também assustam. De acordo com o executivo, os cinco primeiros meses de 2022 superaram consideravelmente o mesmo período do ano passado. “Registramos mais de 3.4 milhões de detecções de golpes com a temática financeira. No ano passado, no mesmo período, havíamos bloqueado pouco mais de 2.2 milhões”, compara.

SEGURANÇA

De acordo com a PSafe, entre as dicas para se manter protegidos estão cadastrar a conta recebedora no aplicativo do banco para evitar movimentações para chaves inseguras, evitar clicar em links para fazer transferências e procurar duvidar de informações compartilhadas na internet.

Se for necessário receber uma transferência de uma pessoa desconhecida, o recomendado é gerar uma chave aleatória, já que CPF ou dados pessoais não devem ser fornecidos. Esta saída, aliás, costuma ser bem aceita, uma vez que em junho foi a principal forma de uso do Pix, com 185,2 milhões de transferências feitas; em segundo, a principal chave usada foi o CPF, com 107,8 milhões.

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