
O Vasco da Gama e o futebol capixaba amanheceram de luto nesta segunda-feira (18). Conhecido como ‘Pequeno Príncipe’, Geovani Silva passou mal subitamente durante a madrugada e precisou ser levado a um hospital em Vila Velha, no Espírito Santo, mas não resistiu. O ídolo cruz-maltino morreu aos 62 anos e deixa três filhos.
A família confirmou a morte através nesta segunda-feira através das redes sociais. No comunicado, os parentes afirmaram que o ex-jogador “passou mal de forma repentina” e recebeu atendimento imediato, mas não resistiu mesmo apesar dos esforços. Haverá, ainda segundo familiares, um culto de despedida seguido do sepultamento nesta terça-feira, em Vila Velha.
“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do nosso guerreiro Geovani Silva. Na madrugada de hoje, ele passou mal de forma repentina e foi socorrido imediatamente ao hospital mai próximo. Apesar de todos os esforços da equipe médica e das tentativas de reanimação, infelizmente ele não resistiu. Estamos todos muito abalados e tristes com essa partida tão inesperada”, publicou a família.
O ex-meia lidava com diversos problemas de saúde nos últimos anos. No fim de 2025, por exemplo, ficou internado por 40 dias após sofrer duas paradas cardíacas em Vitória. Ele também passou por uma série de internações em 2022 devido a problemas relacionados ao coração. Além disso, enfrentou câncer na coluna vertebral e polineuropatia diagnosticada em 2006.
Mesmo com limitações motoras, seguia presente em homenagens e atividades ligadas ao futebol. Tanto que, em fevereiro, recebeu uma homenagem do Vasco antes da partida contra o Volta Redonda, pelo Campeonato Carioca, disputada em Cariacica. Na ocasião, recebeu uma placa do presidente Pedrinho e agradeceu ao clube pelo gesto.
Fico feliz, né? Porque quando você é homenageado vivo é bem melhor. Tive problemas de saúde, pensei que não ia passar desse ano, mas passei e se eu estou vivo é pra comemorar, declarou Geovani na ocasião.
Carreira
Revelado pela Desportiva Ferroviária, de Cariacica, o ex-meia chegou ao Vasco em 1982 para sua primeira passagem, que se encerrou em 1989. Foi justamente em São Januário que recebeu o apelido de “Pequeno Príncipe” em referência ao de Antoine de Saint-Exupéry. Ele ainda retornou ao Cruz-Maltino em 1991, ficou até 1993, e novamente em 2005.
O camisa 8 participou dos times marcantes da década de 1980 ao lado de Roberto Dinamite e Romário. Pelo Cruz-Maltino, conquistou títulos estaduais em diferentes períodos pelo clube e encerrou a trajetória vascaína com 408 jogos e 49 gols. O número usado, aliás, ficou eternizado na história antes de ser usado novamente por Juninho Pernambucano.
O ex-meia disputou os Mundiais sub-20 de 1981 e 1983 pela Seleção Brasileira. Ele ainda terminou a segunda edição como campeão e artilheiro, com seis gols incluindo o da vitória sobre a Argentina na final. Também conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, e integrou o elenco campeão da Copa América de 1989.
Fora do país, atuou no México, na Alemanha e na Itália. A passagem de maior destaque aconteceu pelo Bologna, onde disputou 27 partidas e marcou dois gols.
Nos anos finais da carreira, defendeu clubes do Espírito Santo, como Rio Branco, Desportiva, Serra, Tupy e Vilavelhense. Depois de encerrar a carreira em 2002, atuou, no mesmo ano, como deputado estadual até 2006 e participou de projetos e eventos ligados ao esporte capixaba.


