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Regalias em cadeia para PMs bandidos em Manaus ganha destaque no Fantástico; vídeo

Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas, fechado na última semana em uma operação do Ministério Público do Estado (MPAM), após a fuga de 23 policiais militares.

O programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão mostrou as regalias dos detentos acusados de crimes e presos do Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas, fechado na última semana em uma operação do Ministério Público do Estado (MPAM), após a fuga de 23 policiais militares registrada em fevereiro deste ano. Os presos viviam em liberdade quase total, disse o promotor de Justiça Armando Gurgel, na reportagem.

O caso foi evidencia pela imprensa local – quando a Operação Sentinela Maior, realizada no dia 12/05 pelo MPAM para a desativação do Núcleo Prisional da Polícia Militar revelou um cenário de privilégios: celas e áreas comuns equipadas com geladeiras abastecidas, freezers, aparelhos de ar-condicionado split, camas, mesas, cadeiras e cozinhas completas. E até de detentos que saíam para cometer crimes, usando a prisão como álibe.

No dia da transferência dos PMs houve tentativa de rebelião dos custodiados e do lado de fora familiares também tentaram impedir os deslocamento.

Ao todo, 71 policiais militares foram transferidos para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM) que passou a funcionar no antigo prédio da Penitenciária Feminina de Manaus (PFM), que funcionava como Centro Feminino de Educação e Capacitação (Cefec), ao lado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na BR-174, a norte de Manaus.

Alguns deles são considerados de alta periculosidade e que, conforme apurado pelo comando-geral da PM, saíam para cometer crimes como tráfico de droga e pistolagem para facções criminosas.

Entre os mais perigosos estão o cabo Bento Luciano de Souza, já com o processo pronto para ser expulso da corporação; soldado Bruno Cezanne Pereira, envolvido em múltiplos processos criminais de alto perfil; e o sargento Saimon Macambira Jezini.

Operação revela regalias em prisão militar

O Fantástico mostrou que os policiais militares presos deixavam o Núcleo a qualquer hora, faziam churrascadas regadas a bebidas alcoólica e até usavam uma quadra de uma escola ao lado para jogar futebol. O aparato de lazer incluía até churrasqueiras e o uso irregular de celulares. E até gravação de vídeo para venda de armas.

Os custodiados que desfrutavam dessas condições são acusados de homicídio e tráfico de drogas e de crimes sexuais, como estupro e estupro de vulnerável. A desativação do núcleo e a transferência para a Unidade Prisional da Polícia Militar (UPPM/AM) pretende encerrar esse ciclo de benefícios indevidos e reforçar a segurança operacional.

Policiais presos circulavam livremente pela cidade

O sargento Douglas Napoleão, condenado por comércio ilegal de armas, com outros detentos, saía para jogar futebol na escola ao lado do Centro. Uma gravação mostrou a a mulher dele dizendo que a prisão era uma espécie de férias. Outro policial, Saimon Mancambira Jezine, segundo a reporgagem, preso por contratar um pistoleiro para matar um inimigo, aparece em imagens circulando livremente pela cidade, inclusive fazendo compras,

Nova unidade promete maior controle prisional

A nova estrutura, sob gestão da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), foi planejada para impor o rigor administrativo necessário, especialmente após o histórico de fugas e a constatação, pela Operação Sentinela Maior, de que o antigo presídio funcionava sem o controle efetivo sobre a entrada e permanência de objetos de luxo e comunicação externa.

O Núcleo funcionava como um estabelecimento totalmente disfuncional que servia apenas para passagem de tempo, “faz de conta”, disse o promotor de Justiça Armando Gurgel, na reportagem.

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