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Julho tem menor volume de chuva em 28 anos,em Manaus

O mês de julho de 2026 registrou um acumulado de apenas 11,6 milímetros (mm) de chuva em Manaus, atingindo somente 20% do volume esperado para o período. O resultado divulgado nesta quinta-feira (6), transforma o mês no mais seco da capital amazonense nos últimos 28 anos, superado historicamente apenas por julho de 1997, quando não houve registro de precipitação na cidade. Os dados foram apontados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Para fins de comparação, julho de 2025 encerrou com 71,2 mm de acumulado — volume seis vezes maior do que o registrado no mesmo período deste ano. Segundo o consultor climático Francisco de Assis, o cenário reflete a atuação do fenômeno El Niño, que já atingiu alta intensidade e costuma inibir a formação de nuvens de chuva na região amazônica.

Impactos no clima e nos rios

Além do déficit hídrico, as temperaturas continuam elevadas na capital, com máxima atingindo a marca de 34,8 ºC. A expectativa é de que o padrão de calor e baixas precipitações se mantenha ao longo dos meses de agosto e setembro. No entanto, há previsão de uma breve trégua entre os dias 10 e 12 deste mês, com pancadas de chuva esperadas para a Grande Manaus e outras regiões do estado.

A escassez de chuva na bacia do Rio Negro traz alertas para o nível das águas, indicando uma vazante mais severa em 2026 do que a registrada no ano passado. Diante do agravamento das condições meteorológicas, o Governo do Amazonas decretou, ainda em junho, estado de emergência climática e ambiental por 180 dias. A medida preventiva visa articular ações estaduais de monitoramento e mitigação dos impactos da estiagem na região.

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