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Manaus sob fumaça, lidera poluição do ar no Brasil e enfrenta alerta de saúde

 O agravamento ocorre após uma sequência de incêndios registrados em Manaus e no interior do Amazonas. Na zona Leste da capital, um incêndio em uma área de vegetação e descarte irregular no Distrito Industrial II chegou ao segundo dia consecutivo. Além dos incêndios urbanos, o Amazonas registrou 554 focos de calor nos primeiros dias de outubro.

Manaus está encoberta por uma densa nuvem de fumaça nesta quinta-feira (8), registrando a pior qualidade do ar do Brasil e atingindo o topo do ranking da plataforma internacional IQAir por volta das 7h.

O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), classificou o ar da capital como “péssimo”, com picos de poluição que variaram de 211 a mais de 300 microgramas por metro cúbico ($\mu g/m^3$) de partículas poluentes em bairros como Morro da Liberdade e Educandos — e índices próximos de $500\,\mu g/m^3$ na região metropolitana —, valores drasticamente superiores ao limite máximo considerado saudável, de $25\,\mu g/m^3$.

A deterioração acentuada do ar é impulsionada por um incêndio de grandes proporções em uma área privada de descarte de resíduos pertencente ao Auto Posto Lima, no Distrito Industrial 2, Zona Leste de Manaus.

O fogo começou por volta das 15h de terça-feira (6) e já atingiu mais de 15 mil metros quadrados. A suspeita inicial dos bombeiros é que uma fagulha espalhou-se rapidamente com a ajuda do vento forte.

O combate às chamas exige o uso de água e caminhões de barro para conter focos profundos no terreno, o que já levou à dispensa de funcionários de fábricas vizinhas devido ao risco e à fumaça. Pela infração, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou uma multa de R$ 5,555 milhões à empresa responsável, que declarou estar colaborando com as investigações.

O cenário na capital é agravado pelo tempo seco prolongado, pela fumaça de queimadas no interior do estado e pela ausência de previsão de chuva para os próximos dias.

Diante do cenário crítico de estiagem e poluição, os manauaras devem adotar cuidados redobrados com a saúde respiratória:

  • Manter a hidratação constante: Beber água frequentemente para proteger as mucosas das vias aéreas.
  • Proteger os ambientes internos: Manter portas e janelas fechadas nos horários de maior acúmulo de fumaça e utilizar umidificadores ou bacias com água nos cômodos.
  • Reduzir a exposição externa: Evitar a prática de atividades físicas ao ar livre e utilizar máscaras adequadas (como N95 ou PFF2) caso precise sair de casa.
  • Buscar atendimento médico: Procurar serviços de saúde se apresentar tonturas, dores de cabeça, irritação severa nos olhos ou falta de ar.

Alerta

A classificação “péssima” indica uma concentração elevada de partículas finas no ar, que podem penetrar profundamente no sistema respiratório. Crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios ou cardiovasculares estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos da poluição atmosférica. 

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