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Manaus tem alerta para risco de alagamentos e tempestades; fumaça dispersa e ar é ‘bom’

Após 14 dias consecutivos de fumaça, chuva melhora qualidade do ar na capital; situação varia no interior do AM.

A capital amazonense amanheceu sob fortes chuvas nesta quinta-feira (22), acompanhadas de tempestades com raios e rajadas de vento de até 60 km/h que persistem desde a noite de quarta-feira (21). A intempérie levou a Defesa Civil a emitir um alerta severo para o risco de alagamentos e enxurradas, enquanto o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém a cidade sob aviso amarelo, prevendo volumes de precipitação que podem atingir até 50 milímetros ao longo do dia. Em resposta às condições extremas, a Prefeitura suspendeu as aulas na rede municipal e determinou o fechamento temporário do Parque Cidade da Criança.

Apesar dos transtornos urbanos e das recomendações de emergência — como evitar áreas inundadas e manter distância de árvores e estruturas metálicas —, o expressivo volume de chuva trouxe um alívio direto para a crise ambiental da região. A precipitacão acumulada ajudou a dispersar a fumaça e a “lavar” a atmosfera, somando-se à queda de 55,7% nos focos de queimadas registrados no estado do Amazonas nos últimos 11 dias.

De acordo com dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a concentração de material particulado fino despencou pela manhã para índices entre 11,5 µg/m³ e 32,7 µg/m³. A qualidade do ar passou a ser classificada como “boa” na maior parte da capital, incluindo bairros como Chapada, Aparecida, Aleixo, Petrópolis e Morro da Liberdade, mantendo-se em nível “moderado” apenas em áreas isoladas, a exemplo do Coroado e imediações do Distrito Industrial.

Segundo especialistas, a volta das chuvas é característica da transição do período seco para o chuvoso na Amazônia, quando o forte calor favorece a formação de nuvens de tempestade. Embora o volume acumulado em outubro já alcance cerca de 71% da média histórica do mês (166 mm), meteorologistas ressaltam que a chuva atua como um importante auxílio no combate aos incêndios florestais, mas que a manutenção da boa qualidade do ar ainda depende do controle contínuo dos focos de queimada na região.

Chuvas afetam operações no Aeroporto de Manaus

As fortes chuvas também afetaram parte das luzes de balizamento da pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus.

Até as 23h50 de quarta-feira (21), cinco voos haviam sido desviados para outros aeroportos: um para Santarém (PA), dois para Boa Vista (RR), um para Belém (PA) e um para Brasília (DF).

Segundo a administração do aeroporto, equipes de manutenção realizaram os reparos necessários, e as condições operacionais foram restabelecidas ainda na noite de quarta-feira. Os passageiros afetados devem entrar em contato com as respectivas companhias aéreas para obter informações atualizadas sobre os voos.

Situação varia no interior

Na Região Metropolitana de Manaus, a qualidade do ar ainda apresentava índices elevados em alguns municípios.

Em Iranduba, a concentração de partículas chegou a 95,9 µg/m³, nível considerado muito ruim. Em Itacoatiara, o índice era de 63,2 µg/m³, classificado como ruim. Autazes também registrava qualidade do ar ruim, com 57,7 µg/m³.

Em Manaquiri, a concentração era de 46 µg/m³, nível moderado. A mesma classificação foi registrada em Silves, com 44,9 µg/m³; Urucurituba, com 38,3 µg/m³; e Careiro da Várzea, com 30,7 µg/m³.

No município do Careiro, o índice era de 22,9 µg/m³, considerado bom. Presidente Figueiredo e Novo Airão também apresentavam qualidade do ar boa.

Governo federal aumenta esforços contra incêndios

A melhora na qualidade do ar ocorre em meio ao reforço das operações de combate aos incêndios florestais no Amazonas, com a participação dos governos estadual e federal.

Até quarta-feira (21), 13 aeronaves mobilizadas pelo governo federal haviam lançado mais de 1,1 milhão de litros de água sobre áreas atingidas pelo fogo desde o início da operação, em 10 de outubro.

Segundo o governo federal, o número de aeronaves deve aumentar para 16 nos próximos dias. Os aviões são usados para lançar água sobre os focos de incêndio, enquanto os helicópteros transportam equipes e equipamentos.

O governo também anunciou a mobilização de quatro esquadrões de helicópteros, dois navios e mais brigadistas. As medidas incluem a criação de um Estado-Maior Conjunto para coordenar a atuação das Forças Armadas e dos demais órgãos envolvidos no combate aos incêndios.

Recomendações e Canais de Emergência

  • Inundações e Ventania: Evite atravessar áreas alagadas, busque abrigo seguro e não se abrigue sob árvores ou estruturas publicitárias.
  • Defesa Civil: Atendimento via telefone 199.
  • Corpo de Bombeiros: Atendimento via telefone 193.

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