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Manaus tem mais de 840 hectares em áreas de risco muito alto para desastres naturais

Estudo da plataforma NaturezaOn revela que capital amazonense acumula centenas de hectares vulneráveis a deslizamentos de terra e alagamentos na zona urbana.

Um levantamento inédito da plataforma NaturezaOn, mantida pela Fundação Grupo Boticário, acendeu um alerta vermelho para a vulnerabilidade ambiental e urbana de Manaus. Segundo o estudo, divulgado nesta terça-feira (28), a capital amazonense possui 523,42 hectares de áreas urbanas com risco muito alto de deslizamentos de terra e desmoronamentos de encostas. Para dimensão do problema, essa extensão equivale a mais de 13 vezes a área do Parque Municipal do Mindu, uma das principais unidades de conservação da cidade.

O dado revela a gravidade da situação nos morros e barrancos da capital: os 523,42 hectares concentram impressionantes 85,68% de todas as zonas urbanas mapeadas com algum grau de risco de desabamento no município.

Ameaça também vem das águas

Além do perigo do solo encharcado, o estudo aponta que as chuvas intensas expõem a cidade a outro grave problema socioambiental: as enchentes e enxurradas. A plataforma mapeou 317,37 hectares de áreas urbanas classificadas com risco muito alto de inundações e alagamentos. O número corresponde a quase oito vezes o tamanho do Parque do Mindu e representa 90,55% de toda a área urbana suscetível a esse tipo de evento.

Ao somar os territórios sob ameaça máxima de deslizamento e os vulneráveis a alagamentos, Manaus contabiliza mais de 840 hectares de zona urbana em estado crítico.

Resumo dos Dados (Plataforma NaturezaOn):

  • Risco Muito Alto de Deslizamento: 523,42 ha (13x o Parque do Mindu | 85,68% do risco total do solo)
  • Risco Muito Alto de Inundação/Alagamento: 317,37 ha (8x o Parque do Mindu | 90,55% do risco total de água)
  • Área Total sob Risco Máximo: +840 hectares na zona urbana

O mapeamento reforça a urgência de políticas públicas voltadas à habitação, ao saneamento básico e à infraestrutura adaptada às mudanças climáticas, em uma cidade onde o crescimento urbano acelerado historicamente avança sobre igarapés e encostas vulneráveis.

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