MP instaura ação para apurar rompimento de barragens em Rondônia

Fiscais do Ibama e peritos da Polícia Civil sobrevoaram a área atingida. Objetivo da força-tarefa é fazer um levantamento de todo o dano causado.

O Ministério Público de Rondônia já instaurou uma ação civil pública para apurar o rompimento das barragens. Não há informações sobre vitimas fatais após o incidente. A preocupação em Rondônia, segundo as autoridades é com o isolamento das famílias e, também, com os danos causados ao meio ambiente.

A imagem aérea dá uma noção dos estragos e da área atingida pela chuvarada e o rompimento das barragens no distrito de Novo Oriente. Fiscais do Ibama e peritos da Polícia Civil sobrevoaram a área na manhã deste sábado (30). Outra equipe seguiu por terra até a área atingida.

O objetivo da força-tarefa é fazer um levantamento de todo o dano causado. Os técnicos também foram orientados a fazer um cadastramento das famílias prejudicadas pelo acidente ver que tipo de atendimento emergencial vai ser feito na região.

“Primeiro, ver a situação dessas famílias. Procurar atendê-las naquilo que for possível e analisar também as causas que levaram ao rompimento desta barragem e a possível responsabilidade civil e criminal das empresas que são donas daquela barragem”, destaca Aírton Marin, procurador-geral MP-RO.

O secretário de Meio Ambiente, Elias Rezende, também determinou uma auditoria no licenciamento da barragem de minérios de cassiterita da MetalMig. A inspeção vai apontar se a estrutura tinha falhas e se a empresa fazia a manutenção do local: “estamos com os técnicos fazendo uma avaliação para a gente determinar a dinâmica do episódio, do que realmente aconteceu. Para saber se é realmente uma barragem de rejeito ou se era uma barragem só de dessedentação”.

A MetalMig informou que suas barragens seguem rigoroso padrão de segurança recomendado pela SEDAM e pela Agência Nacional de Mineração e que o material que chegou ao Rio Vermelho é formado por areia e argila, sem a presença de metais tóxicos e que não oferece risco pra saúde.

Mas a pesquisadora Fabiana Gomes diz que isso só pode ser garantido depois da análise da água e do solo e que haverá um grande impacto ambiental na área atingida: “esse leito do rio, que corria tranquilamente, ele vai sendo alterado, com o depósito desses materiais. Nesse depósito a gente precisa se preocupar, fazer a análise desse material, desses sedimentos, pra saber quais elementos contém ali. Para a gente ter certeza se só tem areia e argila, mesmo assim, fazer o tratamento desse material”.

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