Primeira baixa: Bebiano é exonerado e militar é convidado para o cargo

Primeiro ministro a deixar o governo, Bebianno despachava do Palácio do Planalto e foi um dos coordenadores da campanha presidencial de Jair Bolsonaro no ano passado.

O presidente Jair Bolsonaro exonerou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno. No desenrolar do caso sobre supostas candidaturas laranja do PSL, a crise se agravou na quarta-feira (13), quando um filho de Bolsonaro chamou Bebianno de mentiroso e o próprio presidente endossou a acusação.

O substituto de Bebianno será o general da reserva Floriano Peixoto Neto, o oitavo ministro de Bolsonaro vindo das Forças Armadas. No Planalto, dos quatro ministros, só Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, não é militar.

A crise começou com as denúncias de candidatos laranjas do PSL, partido de Bolsonaro, que foi presidido por Bebianno durante a campanha eleitoral. E foi ampliada por influência de um dos filhos do presidente. Bebianno foi chamado de mentiroso por Carlos Bolsonaro e depois até por Jair Bolsonaro. O ministro se desgastou com o episódio.

As divergências entre ele e o filho do presidente, o vereador carioca Carlos Bolsonaro, começaram já na transição de governo. Bebianno acabou sendo indicado ministro da Secretaria-Geral da Presidência, enquanto Carlos, em novembro, deixou a equipe de transição e ficou sem cargo no governo.

Gustavo Bebianno tem 54 anos e é advogado. Ele foi apresentado ao então candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, em 2017. Bebianno se ofereceu para atuar de graça em processos judiciais de Bolsonaro. Acabou se tornando uma das pessoas mais próximas do candidato durante a campanha eleitoral.

Bebiano voltará a advogar e não descarta voltar a política.

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