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Procuradoria investiga primeiro caso de assédio eleitoral no Amazonas

A Procuradoria Regional Eleitoral do Amazonas (PRE-AM) instaurou o primeiro Procedimento Preparatório Eleitoral, objetivando apurar suposta prática de assédio eleitoral nas relações de trabalho no Estado nas eleições de 2026. Autuado como sigiloso, procedimento considera a notícia de infração à norma eleitoral registrada no expediente PR-AM-00057307/2026.

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A Portaria de instauração foi publicada no Diário Oficial do Ministério Público Federal (MPF) desta segunda-feira (27/07), assinada pelo procurador regional eleitoral Edmilson da Costa Barreiros Junior, visando proteger a normalidade e a legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do poder político ou administrativo.

O assédio eleitoral ocorre quando alguém utiliza sua posição de poder no ambiente de trabalho para influenciar, constranger ou pressionar trabalhadores a votar, deixar de votar ou apoiar determinado candidato, partido ou posicionamento político. A prática é proibida e pode gerar consequências nas esferas trabalhista, eleitoral e, conforme o caso, criminal.

São exemplos de assédio eleitoral:

  •  ameaçar demitir, transferir ou prejudicar empregados caso não votem em determinado candidato;
  •  prometer aumento salarial, promoção, bônus ou qualquer benefício em troca de voto;
  •  obrigar trabalhadores a participar de atos, reuniões, passeatas ou campanhas políticas;
  •  exigir a divulgação de candidatos nas redes sociais pessoais dos empregados;
  •  constranger trabalhadores a revelar em quem pretendem votar;
  •  humilhar, perseguir ou discriminar empregados por suas opiniões políticas.

Também configura assédio eleitoral qualquer tentativa de utilizar a relação de emprego para influenciar a liberdade de escolha do trabalhador durante o período eleitoral.

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