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Produção industrial do Amazonas cresce 14,6% em julho e lidera resultado no país

Amazonas egistrou o avanço mais acentuado do mês, em grande parte, pelo retorno à produção de unidades produtivas que haviam paralisado por conta da concessão de férias coletivas em junho de 2026, mas mantém queda no ano e nos últimos 12 meses, aponta IBGE.

A produção industrial do Amazonas registrou uma forte recuperação em julho de 2026 ao avançar 14,6% em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho foi o mais expressivo entre todos os locais pesquisados e representou o maior crescimento mensal do estado desde julho de 2020 (15,1%), eliminando integralmente a queda de 12,5% observada em junho.

O resultado foi impulsionado, sobretudo, pelo retorno às atividades das fábricas que haviam paralisado as operações devido a férias coletivas no mês anterior.

No âmbito nacional, o setor industrial mostrou ritmo bem mais modesto na margem, com variação positiva de apenas 0,2% em julho na série com ajuste sazonal. Apenas oito dos quinze locais analisados registraram taxas positivas.

Além do Amazonas, destacaram-se com altas mais moderadas o Espírito Santo (2,0%), o Rio Grande do Sul (1,2%) e Goiás (0,8%). Na outra ponta, os recuos mais severos vieram de Mato Grosso (-9,0%) e do Pará (-4,5%), este último acumulando quatro meses seguidos de perdas.

Na comparação com julho de 2025, o indicador industrial amazonense assinalou expansão de 2,8%, acompanhando a liderança de estados como Espírito Santo (12,8%) e Rio Grande do Sul (7,0%). No entanto, o país como um todo recuou 0,5% nesse confronto interanual, pressionado por 11 das 18 regiões avaliadas — em especial o Pará (-8,9%) e o Maranhão (-6,3%), afetados pelo desempenho fraco das indústrias extrativas.

Apesar do salto expressivo no mês, os dados de prazos mais amplos indicam que a indústria do Amazonas ainda busca consolidar sua recuperação. O estado mantém saldo negativo de 2,9% no acumulado do ano de 2026 e de 1,9% nos últimos 12 meses. O comportamento reflete a perda geral de dinamismo da indústria brasileira no período recente, já que o acumulado nacional de 12 meses desacelerou de 0,7% em junho para 0,6% em julho.

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