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Protesto de motoristas dos amarelinhos bloqueia avenida, incendeia veículo e agrava crise do transporte

Categoria cobra pagamento de subsídios, recursos do transporte estudantil e renovação da frota; manifestação provocou congestionamento e mobilizou o Corpo de Bombeiros.

Motoristas dos micro-ônibus do transporte alternativo, conhecidos como “amarelinhos”, realizaram um protesto na manhã desta quinta-feira (2) na Avenida Grande Circular, no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus. A manifestação reuniu dezenas de condutores que reivindicam o pagamento de subsídios, a liberação de recursos destinados ao transporte estudantil e a renovação da frota.

Durante o ato, um dos veículos da categoria foi incendiado, exigindo a atuação do Corpo de Bombeiros para controlar as chamas. As circunstâncias do incêndio ainda deverão ser apuradas pelas autoridades.

O protesto provocou bloqueios parciais na via e causou longos congestionamentos, afetando o deslocamento de motoristas e usuários do transporte público na Zona Leste da capital. Agentes de trânsito foram acionados para organizar o fluxo de veículos e minimizar os transtornos.

A mobilização ocorre um dia após um micro-ônibus do transporte alternativo capotar na Avenida Autaz Mirim, acidente que deixou passageiros feridos e reacendeu o debate sobre as condições da frota e a situação financeira enfrentada pelos permissionários.

Os trabalhadores afirmam que a falta de repasses compromete a manutenção dos veículos e dificulta a renovação da frota, considerada essencial para garantir mais segurança e qualidade no serviço prestado à população.

A Prefeitura de Manaus afirma que intensificou, em 2025 e 2026, as ações de fiscalização do sistema por meio do IMMU. Em janeiro de 2025, o IMMU realizou uma operação na zona leste em que fiscalizou 60 veículos.

Foram identificadas irregularidades como motorista sem Carteira Nacional de Habilitação, pneus em condições inadequadas para circulação e problemas na conservação dos veículos.

Os fiscais vistoriaram itens como portas, bancos, documentação e condições gerais de segurança, informando que as operações passariam a ocorrer de forma permanente.

De acordo com Uarodi Guedes, vice-presidente de Transportes do IMMU (Instituto Municipal de Mobilidade Urbana), o subsídio da passagem estudantil é feito, desde abril, diretamente às cooperativas.

Segundo ele, o repasse depende da atualização de documentos administrativos e certidões por parte das operadoras.

“Para a prefeitura pagar as cooperativas, é necessário ter vários documentos administrativos e certidões. Estamos no aguardo da atualização dessa documentação para poder fazer esse pagamento. As cooperativas que têm a documentação em dia estão recebendo primeiro”, afirmou Guedes.

Sobre um novo subsídio para custear os “Amarelinhos”, a proposta foi discutida na última terça-feira (30) com representantes das cooperativas e o prefeito Renato Junior.

“O prefeito reconheceu que tinha que dar algum subsídio e ficou de verificar até o final desta semana como isso seria viabilizado e qual seria o valor, seguindo a mesma metodologia usada no transporte convencional”, explicou.

NOTA

A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), informa que a interrupção do transporte complementar registrada, na manhã desta quinta-feira (2), na Avenida Autaz Mirim, foi uma ação isolada de uma única cooperativa, sem adesão da maioria dos permissionários, e motivada por interesses políticos.

A administração municipal mantém diálogo permanente com a categoria e reforça que avançou nas tratativas para a implementação do subsídio, ficando definido que os critérios de pagamento e o valor do benefício seriam estabelecidos ainda nesta semana, com base em estudo técnico elaborado pelo IMMU. O pagamento está condicionado ao cumprimento de critérios técnicos e administrativos, incluindo a adequação das rotas e quadros de horários, a capacitação dos operadores pela Escola Pública de Transporte Inclusivo e o compromisso com a renovação da frota.

A prefeitura também destaca a conclusão do processo de licitação e regulamentação do sistema após mais de dez anos, garantindo segurança jurídica e organização. O subsídio referente às gratuidades estudantis segue em análise, após entrega da documentação pelas cooperativas nessa quarta-feira, 1º/7. A administração lamenta os transtornos e reforça que não admite coação, e que está acompanhando a situação para garantir a continuidade do serviço.

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