Reação Brumadinho: Governo antecipa Bolsa Família, Caixa libera FGTS e Bovespa despenca

Perda de R$ 71 bilhões em 1 dia da Vale é a maior da história do mercado brasileiro. 


Porta-voz, general Otávio Santana do Rêgo Barros

O governo federal anunciou  na tarde de hoje (28) que irá antecipar  o pagamento do Bolsa Família de fevereiro a beneficiários da cidade de Brumadinho (MG). Conforme a decisão do governo, os beneficiários poderão receber o Bolsa Família já no dia 15 de fevereiro.

Segundo o Ministério da Cidadania, 1.506 famílias recebem o Bolsa Família em Brumadinho, o que totaliza R$ 272,9 mil mensais. A população total do município é de 39.520 habitantes.

Na semana passada, uma barragem da mineradora Vale rompeu na cidade, levando uma enxurrada de lama à região.

Ao todo, já foram confirmadas as mortes de 65 pessoas; outras 292 estão desaparecidas; e muitos moradores tiveram de deixar as casas.

Saques do FGTS

Também nesta segunda, a Caixa Econômica Federal informou que vai liberar o saque para os moradores de Brumadinho que tiverem saldo em conta do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A liberação, contudo, ainda depende de as autoridades locais delimitarem a área atingida pela lama.

De acordo com a Caixa, serão liberados até R$ 6.220 a cada morador da área atingida que tenha saldo no FGTS.

Mercado sente à tragédia

A perda de R$ 71 bilhões em valor de mercado sofrida pela Vale nesta segunda-feira é a maior da história do mercado de ações brasileiro, segundo dados da Economatica. A ação da empresa caiu 24% neste pregão, em reação do mercado à tragédia em Brumadinho (MG).

Até esta segunda, o maior recuo em valor de mercado em um único dia havia sido da Petrobras, que, em maio de 2018, perdeu mais de R$ 47 bilhões. Na ocasião, investidores da petroleira reagiam aos desdobramentos da greve dos caminhoneiros e seus reflexos sobre a política de preços da empresa.

Já o maior recuo em valor de mercado em um só dia que a Vale havia registrado antes do pregão desta segunda havia sido em 15 de outubro de 2008, quando a empresa teve perda de R$ 27,4 bilhões, ainda de acordo com a Economatica.

Diversos bancos e instituições financeiras estrangeiras já cortaram suas recomendações para os ativos da empresa, incluindo Jefferies, HSBC, BMO e Macquarie, entre outros, destaca o Valor Online.

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