Com esse resultado, o setor, que reúne atividades como transporte, turismo, restaurantes, salão de beleza, internet e tecnologia da informação (TI), apresenta alta – porém o Estado acumula queda nos primeiros sete meses deste ano, aponta IBGE.

O setor de serviços no Amazonas apresentou sinais de recuperação em julho de 2026, com um crescimento de 6% em relação ao mês anterior e alta de 1,5% em relação ao mesmo período de 2025. Além disso, a produção industrial do estado teve o avanço mais acentuado do país no mês, saltando 14,6% na série com ajuste sazonal.
Apesar do avanço mensal, o cenário acumulado no ano exige atenção: de janeiro a julho de 2026, o volume de serviços no Amazonas registrou retração de 4,5% frente ao mesmo período do ano anterior — a segunda maior queda entre as unidades da federação pesquisadas. O turismo local também enfrenta retração, com o Índice de Atividades Turísticas (Iatur) caindo 0,2% em relação ao mês anterior e 11,5% em comparação com julho de 2025, totalizando uma perda acumulada de 4,7% no ano.
Panorama Nacional
Em âmbito nacional, o setor de serviços registrou estabilidade (0%) na passagem de junho para julho, acumulando alta de 1,9% no ano e 2,4% em 12 meses. O resultado do mês reflete uma desaceleração frente aos 2,6% registrados até junho, posicionando o setor 0,2% abaixo de seu ponto mais alto da série histórica (outubro de 2025).
Quatro das cinco atividades avaliadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tiveram variação positiva no país:
- Outros serviços: 0,7%
- Serviços profissionais e administrativos: 0,6%
- Serviços prestados às famílias: 0,5%
- Transportes, armazenagem e correio: 0,4%
- Serviços de informação e comunicação: -2,5%
A indústria nacional variou 0,2% em julho, impulsionada pelo resultado positivo do Amazonas. Já as atividades turísticas no Brasil avançaram 2,7% na comparação mensal, situando o segmento 9,4% acima dos níveis pré-pandemia de covid-19.


