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SGB confirma vazante e especialistas alertam para seca severa

Rio Negro recua 41 cm em Manaus, mas vazante dos rios do AM segue dentro da normalidade, diz Serviço Geológico do Brasil. Veja cenário no Amazonas.

Os rios da bacia amazônica seguem em constante processo de recuo, com redução contínua nos níveis de água na maioria das estações monitoradas. De acordo com o 31º Boletim de Alerta Hidrológico, divulgado na última terça-feira (4) pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), as cotas atuais ainda permanecem dentro da faixa considerada normal para esta época do ano. No entanto, o ritmo acelerado de descida em diversas calhas já desperta a atenção de meteorologistas e órgãos de proteção civil para a possibilidade de uma nova estiagem severa na região.

Em Manaus, o Rio Negro recuou 41 centímetros ao longo da última semana. No registro mais recente, o nível atingiu a cota de 27,09 metros. Desde o início da vazante, as águas na capital amazonense já baixaram 1,42 metro, segundo dados do Porto de Manaus. A retração fica mais evidente na comparação interanual: no mesmo dia do ano passado, o rio marcava 28,34 metros — uma diferença de 1,25 metro acima do nível atual.

A tendência de queda se repete nas demais bacias do estado:

  • Calha do Solimões: A estação de Tabatinga (Alto Solimões) registrou queda de 55 cm, fixando-se em 5,76 m. Em Manacapuru (Médio Solimões), o recuo foi de 37 cm, alcançando a marca de 17,94 m.
  • Bacia do Purus: No município de Beruri, o nível baixou 41 cm, caindo para 19,12 m.
  • Calha do Amazonas: A estação do Careiro reduziu 36 cm (14,86 m), enquanto em Itacoatiara a descida foi de 33 cm, chegando a 12,49 m.

Cenário de incertezas e projeções para o segundo semestre

Embora os parâmetros estáticos atuais não configurem emergência imediata, a velocidade do declínio acende o sinal de alerta. A combinação de fatores climáticos globais e o aquecimento do Atlântico Tropical podem intensificar a estiagem nos próximos meses, isolando comunidades ribeirinhas e encarecendo o transporte de insumos vitais para o estado.

Os dados apresentados integram a Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), mantida pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e operada pelo SGB. As autoridades reforçam que o acompanhamento em tempo real e os mapas de risco seguem atualizados no Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE) para orientar medidas preventivas dos municípios.

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