Sirene de alerta não tocou em Brumadinho porque foi ‘engolida’ pela lama

Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que a Vale não tem de esperar ações judiciais s para indenizar vítimas da tragédia.

O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, afirmou agora há pouco (31) que o rompimento da barragem em Brumadinho (MG) foi muito rápido, fazendo com que a sirene de alerta, que deveria soar em caso de algum incidente, fosse “engolfada” pela lama.

A barragem de rejeitos, que ficava na mina do Córrego do Feijão, se rompeu na sexta-feira (25) provocando até o momento a morte de 99 pessoas. Outras 259 ainda estão desaparecidas.

O mar de lama varreu a comunidade local e parte do centro administrativo e do refeitório da Vale. Entre as vítimas, estão pessoas que moravam no entorno e funcionários da mineradora. A vegetação e rios foram atingidos.

Especialistas afirmaram que existe tecnologia para que alertas sonoros de emergência sejam acionados em qualquer circunstância, independentemente da velocidade do evento.

Indenização

Fabio Schvartsman deu a declaração depois de se reunir com procuradores na sede da Procuradoria-Geral da República. De acordo com o executivo, a intenção da empresa é acelerara o máximo o processo de indenização das vítimas por meio de acordos extrajudiciais.

“Estamos preparados para abdicar de ações judiciais. Queremos fazer acordos extrajudiciais, buscando assinar assinar com a maior celeridade possível um acordo com as autoridades de Minas Gerais que permitam que a Vale comece a fazer frente, imediatamente, a esse processo indenizatório.”

Pela manhã, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, já havia afirmado, após reunião com representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que a Vale não tem de esperar ações judiciais para indenizar vítimas da tragédia.

Já o diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale, Luciano Siani, disse que a mineradora deve repassar R$ 80 milhões a Brumadinho ao longo de dois anos, como forma de compensar os impostos que deixam de ser arrecadados.

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