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Preço do gás de cozinha sobe até 3,36% em Manaus, e volta a pressionar orçamento

O preço do gás de cozinha voltou a pressionar o orçamento das famílias em Manaus. Pesquisa mensal divulgada pelo Procon Manaus apontou aumento de até 3,36% nos menores preços praticados para o botijão de 13 quilos em junho, na comparação com maio. O levantamento também registrou queda de 1,25% no modelo de oito quilos.

A pesquisa foi realizada nos dias 15 e 16 de junho e analisou os preços do gás liquefeito de petróleo em 36 estabelecimentos distribuídos pelas diferentes zonas da capital. O estudo contemplou botijas de sete, oito e 13 quilos comercializadas pelas distribuidoras Amazongás e Fogás.

O levantamento tem impacto direto para o consumidor porque o gás de cozinha é item essencial. Diferentemente de despesas que podem ser adiadas, o botijão pesa no orçamento doméstico de famílias de baixa renda, trabalhadores informais e moradores de áreas onde alternativas energéticas são limitadas.

Segundo a presidente do Procon Manaus, Onilda Abreu, pesquisas periódicas ajudam o consumidor a acompanhar a evolução dos preços, comparar estabelecimentos e planejar melhor as despesas. A metodologia combinou dados da Agência Nacional do Petróleo, coleta telefônica em revendedoras e monitoramento de canais digitais oficiais.

A variação também reforça a importância da pesquisa antes da compra. Em Manaus, diferenças entre bairros, revendedoras e formas de entrega podem fazer o consumidor pagar mais caro pelo mesmo produto. A orientação é verificar preço final, taxa de entrega, peso correto do botijão, lacre e condições de segurança.

O aumento no gás de 13 quilos ocorre em um cenário de custo de vida sensível para famílias que já enfrentam despesas com alimentação, transporte, energia e aluguel. Mesmo percentuais aparentemente pequenos podem ter efeito relevante quando recaem sobre produtos de uso obrigatório.

A divulgação do Procon é positiva, mas precisa vir acompanhada de fiscalização. Monitorar preço informa; fiscalizar abuso protege. O consumidor deve denunciar irregularidades, como cobrança divergente, produto sem lacre, entrega insegura ou prática abusiva.

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