
Manaus deve encerrar a programação do Junho Verde com o lançamento oficial da campanha municipal de prevenção e combate às queimadas. A ação, anunciada pela Prefeitura, busca preparar a cidade para o período de estiagem, quando aumentam os riscos de incêndios urbanos, fumaça, problemas respiratórios e danos ambientais.
A iniciativa chega em momento estratégico. Durante a seca, queimadas em terrenos, quintais, áreas verdes e resíduos acumulados costumam crescer em diferentes zonas da capital. A prática, muitas vezes tratada como rotina doméstica, tem efeito direto sobre a saúde pública, a qualidade do ar e o trabalho de órgãos ambientais.
A campanha municipal deve combinar educação ambiental, orientação comunitária e fiscalização. Apenas pedir que a população não queime lixo ou vegetação não basta. É preciso oferecer alternativas para descarte correto, limpeza urbana regular, canais de denúncia e punição para reincidentes.
Manaus já viveu nos últimos anos episódios de fumaça intensa associados à estiagem e queimadas na região amazônica. O problema não é apenas visual ou ambiental: afeta crianças, idosos, pessoas com asma, bronquite, doenças cardiovasculares e moradores de áreas periféricas com menor acesso a atendimento rápido.
A prevenção precisa começar antes do pico da seca. Quando os focos de fogo se espalham, a resposta se torna mais cara e menos eficiente. O poder público deve mapear áreas críticas, integrar Semmasclima, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, limpeza urbana, fiscalização ambiental e lideranças comunitárias.
A campanha também deve ser acompanhada de transparência. A população precisa saber quantos focos são registrados, em quais bairros, quantas multas são aplicadas, quais denúncias são atendidas e quais áreas recebem ações preventivas.


