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Casal acusado de atropelar e matar mãe e bebê vai a Júri Popular nesta quinta-feira

A 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus inicia nesta quinta-feira (9), o julgamento da Ação Penal n.º 0402437-55.2023.8.04.0001, que tem como réus Jean Paulo Silveira Oliveira e Idaliana Maciel Oliveira, acusados do crime de duplo homicídio simples pela morte de Mirivan Moraes Soares e de seu filho, de apenas dois anos de idade, vítimas de atropelamento.

O acidente que resultou na morte de mãe e filho ocorreu no início da noite de 7 de janeiro de 2023, na Rua 40-B (Travessa Búzios), localizada no Conjunto Francisca Mendes, bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus. Conforme a denúncia do Ministério Publico do Estado do Amazonas (MPAM), Jean Paulo estava em via pública tentando “ensinar” a sua esposa, Idaliana, a conduzir uma caminhonete. 

Ainda segundo os autos, ao realizar uma conversão para dobrar a rua pela qual transitavam, a condutora perdeu o domínio do veículo, que subiu na calçada e avançou na direção de Mirivan, que caminhava pelo local carregando o filho de dois anos no colo. 

A denúncia oferecida pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) sustentou a tese de homicídio com dolo eventual — enquadrado juridicamente como homicídio simples —, argumentando que, ao realizarem práticas de direção perigosas e sem habilitação adequada em via pública, os acusados assumiram intencionalmente o risco de produzir o resultado fatal.

Durante o andamento processual, a defesa do casal sustentaou a tese de homicídio teria natureza culposa (quando não há a intenção de matar).

O juiz de direito titular da 1.ª Vara do Tribunal do Júri, Fábio César Olintho de Souza, rejeitou os argumentos da defesa técnica e manteve a decisão de pronúncia por dolo.

O julgamento, no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, está previsto para iniciar às 9h e terá a oitiva de dez testemunhas entre acusação e defesa. Após isso, os réus serão interrogados e, então, será iniciada a fase dos debates entre defesa e acusação. A previsão é que o julgamento se estenda até a sexta-feira (10).

A sessão de Julgamento Popular vai ser presidida pelo Juiz Rafael Rodrigo da Silva Raposo. A promotora de justiça Clarissa Brito vai atuar representando o Ministério Público. O advogado Eguinaldo Moura vai atuar na defesa dos réus.

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